Archive for the ‘Gastronomia’ Category

Dia internacional do café!

Difícil imaginar o dia a dia sem o tradicional “cafezinho”. O café é produto símbolo do Brasil, na economia, na cultura e no paladar, há séculos. O grão chegou a ser a segunda commodity de maior valor do mundo, atrás apenas do petróleo. Hoje é a sétima. O Brasil é o maior produtor, seguido do Vietnã e Colômbia. E é, também, o maior consumidor, ao lado dos Estados Unidos (onde o consumo de café se iguala ao de refrigerante).

A bebida, idolatrada por muitos, é extremamente viciante, causando dependência. E traz tanto benefícios como prejuízos para a saúde. Você encontra muitos estudos sobre as causas e efeitos do café aqui. No geral, vale a regra básica da moderação.

A cafeína é usada desde remédios, notadamente em analgésicos para dor de cabeça, por auxiliar na dilatação dos vasos sanguineos, melhorando a circulação e aliviando a cefaléia, até bebidas como refrigerantes e energéticos, por ser estimulante.

Nos últimos anos o brasileiro passou a ficar mais rigoso no consumo da sua bebida favorita. O que chegava até as nossas mesas, antes de baixa qualidade, começou a ficar mais selecionado, com produtores investindo em tecnologias e consequentemente melhores grãos. Hoje é possível encontrar nos supermercados uma gama enorme de cafés gourmet, arábica, aromatizados, etc. As cafeterias também se tornaram templos, locais de encontros agradáveis e muitas misturas: gelado, shake, com destilados, mousse, enfim. Mas ainda acho que o melhor é aquele na roça, moído na hora, feito no fogão de lenha e com coador de pano.

Pessoalmente, tenho uma relação bem próxima com o café por ter nascido numa das maiores cidades produtoras de café do Brasil, no Espírito Santo. Meu pai tinha a sua fazendinha (que acabou vendendo) e tios próximos são produtores de café até hoje. Cresci em meio às plantações. Correndo entre os pés de café e depois escalando os montes de grãos que ficavam para secar.

O café está, literalmente, na minha raiz. Cresci rodeado pela sua presença, no sentido mais amplo e íntimo possível. Celebremos, então, este dia, com uma deliciosa xícara da bebida!

Você encontra várias fontes, informações e curiosidades sobre o café selecionadas por mim no Delicious. Saúde!

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Larica Total: Top Of Mind 2008/09 TV Brasileira

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Você sempre viu esses trocentos programas de culinária super bacanudos, assépticos, com milhares de ingredientes caros, sofisticados, que 95% da população brasileira simplesmente não tem onde encontrar, coisa e tal, certo? Pois então. Paulo Tiefenthaler (puta nome difícil de escrever) e sua equipe pensaram nisto tudo e criaram o melhor programa humorístico da TV brasileira: Larica Total, exibido no Canal Brasil, toda sexta, 0:30, que estreou em outubro de 2008.

Sente a chamada:

Rapidamente o programa se tornou o maior fenômeno da história televisiva mundial recente. Encarnando a persona de um solteirão que não faz a menor idéia de como se virar na cozinha (e acaba se virando “super bem”) Paulo ensina receitas “absolutamente maravilhosas” e infalíveis.

Na real, o cara é ótimo ator, super engraçado, e apesar de uns esquetes pré-receitas meio aborrecidos, o preparo em si é fabuloso (e não tenha medo de se identificar com alguma receita).

Confira, por exemplo, o tradicionalíssimo macarrão, alho e óleo:

O site oficial também é ótimo, completo e hilariante. A seção de receitas do povo é uma das melhores. Em suma, talvez o melhor programa de humor da TV brasileira. O que não é difícil, em vista da quantidade absurda de idiotice que tentam empurrar na tv aberta (vide o inominável Zorra Total e o bisonho e decadente Didi), mas sempre louvável.

E lembre-se: cozinhar não é difícil, é treino (fato)!

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Gordura trans: as mentiras dos fabricantes

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Sempre tive o hábito de ler os ingredientes de cada produto antes de comprá-lo ou consumi-lo. É a melhor forma de saber exatamente o que você está ingerindo e verificar a qualidade do produto: há diferenças enormes de fórmulas e ingredientes entre produtos da mesma categoria, como molho de tomate por exemplo.

Nisto, passei a identificar algo no mínimo estranho. Desde que a gordura trans se tornou a inimiga número 1 da saúde (uns três anos atrás, creio), milhares de fabricantes logo se apressaram a “alterar suas receitas” e estampar orgulhosos em seus rótulos o selo de “livre de gordura trans”, “0%”, etc. Mesmo assim, passei a perceber que vários produtos, mesmo com o tal selo na embalagem, continham “gordura vegetal” na receita.

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Ou seja: propaganda enganosa. O consumidor acha que não está ingerindo este tipo de gordura, quando na verdade está. Pesquisando, achei a brecha que permite que eles façam isto:

“A brecha técnica funciona da seguinte maneira: se o produto contiver até 0,2g de gordura trans por porção, a Anvisa permite que a embalagem estampe o claim “Não contém…”, “Livre de…”, “Zero…” ou “Isento de…” (último item do FAQ[1] da Anvisa). Isso permite que o próprio fabricante arbitrariamente escolha qual o tamanho de 1 porção de seu produto que fique abaixo de 0,2g. Um fabricante de biscoitos, por exemplo, pode imprimir em sua tabela nutricional que os valores de 1 porção equivalem a 1/2 biscoito, e assim induzir o consumidor a acreditar que esse produto não contém nenhuma gordura trans.

Uma maneira segura de comprovar a adição de gordura trans é a leitura da lista de ingredientes do alimento. Se contiver gordura hidrogenada, certamente contém gordura trans.

A Anvisa não exige mais (2008) que os fabricantes grafem gordura vegetal hidrogenada por extenso nas embalagens, permitindo que ela seja indicada apenas como gordura vegetal. Então, outra maneira de verificar a presença de gordura trans é checar a lista de ingredientes impressa nas outras línguas - se disponível.”

Traduzindo: como não existe um limite aceitável para o consumo diário de gordura trans, toda e qualquer presença da substância deve ser considerada prejudicial à saúde. Seria a mesma coisa que estipular um “número X” de cigarros por dia. Como isto não existe, não há base, não tem sob o que calcular.

Devo dizer que tenho verificado que no mínimo uns 60% dos produtos que dizem não conter gordura trans, na verdade contém. Fique atento mesmo ao rótulo. Eles nunca gravam “trans” nos ingredientes, mas sempre “gordura vegetal”, ou “gordura hidrogenada”, dentre outros artifícios.

Segue esclarecimento da ANVISA:

O que são? As gorduras trans são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados.
Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.

Para que servem? As gorduras trans formadas durante um processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente são utilizadas para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos.

E fazem mal para a saúde? Sim. O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar:

(1) Aumento do colesterol total e ainda do colesterol ruim - LDL-colesterol.
(2) Redução dos níveis de colesterol bom - HDLcolesterol. É importante lembrar que não há informação disponível que mostre benefícios a saúde a partir do consumo de gordura trans.

Gordura Hidrogenada é o mesmo que gordura trans? Não. O nome gordura trans vem da ligação química que a gordura apresenta, e ela pode estar presente em produtos industrializados ou produtos in natura, como carnes e leites. A gordura hidrogenada é o tipo específico de gordura trans produzido na indústria.

Quais alimentos são ricos em gordura trans? A maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados - como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros; bem como as gorduras hidrogenadas e margarinas, e os alimentos preparados com estes ingredientes.

Como podemos controlar o consumo? A leitura dos rótulos dos alimentos permite verificar quais alimentos são ou não ricos em gorduras trans. A partir disso, é possível fazer escolhas mais saudáveis, dando preferência àqueles que tenham menor teor dessas gorduras, ou que não as contenham.

Como é declarado o valor de gorduras trans nos rótulos dos alimentos? O valor é declarado em gramas presentes por porção do alimento. A porcentagem do Valor Diário de ingestão (%VD) de gorduras trans não é declarada porque não existe requerimento para a ingestão destas gorduras, ou seja, não existe um valor que deva ser ingerido diariamente. A recomendação é que seja consumido o mínimo possível.

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(*) A quantidade de gordura trans é declarada somente em gramas porque não há valor diário estabelecido.

Assim, para saber se um alimento é rico em gordura trans basta olhar a quantidade por porção dessa substância. Não se deve consumir mais que 2 gramas de gordura trans por dia.

Fique atento! Não aceite os inúmeros artifícios estampados nos rótulos e embalagens! Só assim podemos criar uma cultura de consumo responsável e maior regulamentação (e fiscalização) dos fabricantes.

Fontes:

Anvisa

Wikipedia

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Farofa Hardcore

foto apenas ilustrativa - não corresponde à receita

Última invenção. Diferenciada e fácil de fazer, gerando uma farofa muito saborosa.

Ingredientes:

Azeite

10 cortes finos de bacon

4 ovos de codorna

15 rodelas finas de lingüiça (boi, porco ou frango, a gosto).

1 cebola roxa picada

2 tomates picados

1 pimentão picado

2 xícaras de grão de bico

2 xícaras de arroz

½ xícara de azeitonas pretas

1 xícara de farofa de milho pronta

Pimenta Calabresa

Cominho

Sal a gosto.

Porção: 3 pessoas.

Numa panela de aço coloque o azeite. Deixe esquentar. Acrescente o bacon e frite até poder acrescentar os ovos de codorna. Com os ovos prontos, coloque a lingüiça e a cebola. Depois jogue o tomate e o pimentão. No final acrescente o grão de bico (previamente pronto), as azeitonas e o arroz. Insira os temperos: pimenta calabresa, açafrão e sal a gosto. Por último, a farofa. Mexa bem. Está pronto! =]

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My Own Hot Dog

Estou muitíssimo longe de ser um gourmet. Mesmo. Contudo, na necessidade de se virar sozinho, você inevitavelmente acaba aprendendo/inventando certas coisas. Portanto, resolvi, a partir de agora, postar certas receitinhas made by my way. Além de outras “impressões gustativas” diversas.

Para começar, um molho de cachorro quente especial. Nunca gostei de recorrer a barracas de hot dog na rua. De condições higiênicas questionáveis e sempre aquém do que eu desejo. Por isso, uma das minhas “especialidades”, ha ha, digamos assim, ou melhor dizendo, a opção que encontrei, foi fazer meu próprio molho em casa: muito mais interessante, limpo e saboroso. Abaixo está minha receita. O meu jeito de fazer o dito cujo. ;)

Molho de Cachorro Quente Especial

Ingredientes:

4 salsichas

2 tomates médios

1 cebola grande

1 pimentão verde médio

1 cenoura

½ vidro de azeitonas verdes cortadas sem caroço

½ vidro de milho

1 pedaço de queijo parmesão

Temperos:

Pasta de Alho

Sal

Condimento pronto para carnes

Caldo de bacon com costela

Molho Inglês

Pimenta do Reino

Pimenta Calabresa

Coentro Moído

Sugestão de acompanhamento: mostarda e batata palha a gosto.

Modo de fazer:

Corte as salsichas, o tomate, a cenoura, a cebola, o pimentão e o queijo todos em forma de cruz (2 cortes longitudinais) e depois pique em pequenos cubos. Deixe-os prontos.

Acenda o fogo, coloque um pouco de azeite e a pasta de alho, deixe dourar rapidamente. Acrescente a cebola…depois o tomate, as salsichas, a cenoura e o pimentão, com meio copo americano de água. Coloque o sal, o condimento, um cubo inteiro do caldo de bacon, o molho inglês, a pimenta do reino e a calabresa a gosto e duas pitadas de coentro moído.

Após uns cinco minutos no fogo, coloque as azeitonas, o milho e o queijo parmesão picado, por fim. Deixe cozinhar mais um pouco. Está pronto. J Para comer, escolha o pão de sua preferência – experimente também com torradas – e acrescente batata palha e mostarda, ou outros molhos, a gosto.

Rendimento: de 3 a 4 pessoas.

Bon apetit! ;)

 

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