Música

Rufus em BH e o fracasso do mundo – Pílula Pop

Foto: Daniel Oliveira / Pílula Pop

Ao contrário da minha nota jornalística sobre o show, básica, Daniel Oliveira, colaborador do site Pílula Pop, conseguiu captar toda a essência de beleza e melancolia, ironia e dor, presente no show de Rufus Wainwright em Belo Horizonte. E porque eu adoro reconhecer o trabalho de quem tem talento. Confira a resenha do rapaz:

Como eu festejei o fracasso do mundo – Rufus Wainwright ao vivo no Freegells Music – BH

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Música

Rufus Wainwright faz ótima apresentação intimista em BH

Nascido nos Estados Unidos e residente no Canadá, Rufus Wainwright, filho dos músicos folk Loudon Wainwright III e Kate McGarrigle, ícone pop, “gay messiah”, reverenciado por inúmeros artistas de renome da música mundial, com cinco álbuns no currículo, trouxe a Belo Horizonte na noite de ontem sua turnê “solo performance”, presenciada por um diminuto mas empolgado público no Freegells Music Hall.

Após tocar no Rio de Janeiro e São Paulo em companhia de sua irmã Martha, e da mãe, Kate, Rufus se desculpou por não poder trazê-las a solo mineiro. Suas canções “pop” com forte acento erudito, buriladas com sensibilidade e letras melancólicas de um trovador moderno encaixaram-se perfeitamente no formato do show: somente ele alternando-se entre um piano e um violão. Quem esperava uma estrela antipática, demasiado afetada (num mal sentido), com o pior comportamento possível que os pop-stars costumam ter, Rufus surpreendeu. Extremamente bem-humorado, fazendo piadas de um humor fino e comentários inspirados a todo tempo, soube entreter, divertir e tocar a todos os presentes, vidrados nas mãos e na voz única desta “diva” incomum. Num dos momentos mais engraçados, ele disse, revelando sua leveza e ironia precisa “esta música é muito, muito entediante, espero que gostem”.

Pontos altos não faltaram. Mostrando-se muito a vontade e com pleno domínio de suas próprias canções, o repertório foi do primeiro, auto intitulado, de 1998, até o último, “Release The Stars”, de 2007, incluindo a inédita “Who Are You, New York”. Peças de rara beleza como “Not Ready To Love”, a ácida “Going To A Town” e a esplêndida “Cigarettes & Chocolate Milk” foram momentos que o afirmam como um dos maiores songwriters da atualidade.

O set final teve ainda a indispensável “Poses” e a sua versão levemente acelerada de “Hallelujah”, de Leonard Cohen, presente no filme Shrek, além do clássico “Somewhere Over The Rainbow”. Após uma hora e meia de apresentação, Rufus se despediu aplaudido de pé.

O músico encerra a turnê brasileira amanhã, dia 13/05/08, em Brasília – DF.

Official Site: www.rufuswainwright.com

MySpace: www.myspace.com/rufuswainwright

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Literatura, Música

O Som e o Silêncio

Minha relação com o som, talvez, seja a coisa mais importante e vital que existe. [Este é o meu hiperbolismo falando alto]. Mas um hiperbolismo nem tão exagerado assim. Minha mãe diz que cantou para mim desde os primeiros dias de vida. Que contava histórias quando ainda estava no ventre. E, não só estudos científicos comprovam o quanto isto influencia positivamente e tem influência sobre um bebê, como eu acredito e sinto isto, intensamente. Minha vida, sem som, não existiria. E não é só porque “gosto muito” – eufemismo – de música. Não falo somente de notas musicais, de estruturas, arranjos e harmonias diferentes que suscitam as mais variadas sensações, gostos e impressões.

Talvez o parágrafo mais feliz que eu tenha escrito foi este, quando tentei “resumir”, brevemente, o que “música” significa:

Música, para mim, é extensão do corpo, dos sentidos, da mente, das angústias, desejos, aspirações. É inquieta por natureza. É uma linguagem ampla, poderosa e universal. É puramente matemática ao mesmo tempo que abstrata. Rígida porém livre. Organizada em sua estrutura apenas para ser decomposta e digerida por cada um de maneira peculiar. Mexe com o racional e as emoções. O cérebro e a alma. Traz infindas possibilidades, deixando sempre um impacto por onde passa. É nossa face mais metódica, mas também indefinível e ilimitada. É D’us, em sua essência. É a maior força que tenho notícia.

Este aforismo exemplifica, em parte, aquilo que é a essência dessa relação tão íntima, bem como do modo como enxergo, hoje, o “trabalho” de “crítico”. É absurdo, inimaginável e incompreensível, para Maurício Gomes Angelo, ficar limitado a um único estilo. Ter, em seu cardápio, seus momentos, sua vida, tipos limitados de manifestação sonora. Se criamos rótulos, não só por uma necessidade humana de compreensão, organização, manipulação e parâmetros mínimos de referências, bem como para a indústria, é apenas para nos guiar, para “dar um nome” aquilo.

Há tanta coisa para ser explorada, tanto para se descobrir, degustar, sentir. Uma música para cada tempo. Muitos sentimentos para cada música. Há que se ter cuidado em se ouvir determinadas obras: elas mudam, drasticamente, de acordo com o momento, a hora, a iluminação, as cores, os sentimentos prévios, o aparato técnico usado para, se de olhos fechados ou abertos, se de fone de ouvido ou não, se mecanicamente ou ao vivo, se sozinho ou acompanhado. É impressionante o quanto ela se altera, se transforma, se revela, se esconde, demonstra suas inúmeras e praticamente inesgotáveis facetas. Não seria assim com tudo? Cada coisa, cada momentum de nossa vida não teria suas condições, suas mudanças e seu próprio universo sensível? Creio que sim. Na maioria das vezes, a música serve apenas como um complemento para uma situação qualquer. Está ali, ponto. Em outras, conseguimos ouvi-la. E em outros casos, raros, penetramos e vivemos nela.

Creio que eu tenha aprendido a desfrutar, respeitar e descobrir, a meu modo, a brutalidade de um metal extremo, o suingue de um samba, o virtuosismo do jazz, as inúmeras texturas do “pop”, o rock explodindo em tesão, tensão e atitude, a amplitude de uma peça clássica, a alma do blues, o balanço do funk, a desintoxicação do soul, a beleza de uma mpb, a transcendência corporal do trance, o universo multifacetado e em erupção da música eletrônica, a experimentação e o envolvimento do progressivo, a urgência do hip-hop, a força sensível das divas e trovadores solitários, a adrenalina e o estalar de um metal “tradicional”, o aconchego da bossa nova e a capacidade infinda que todos estes citados, além de inúmeros outros “estilos”, fundidos ou não, colaborando entre si ou radicalmente convencionais, o poder que eles tem de gerar algo novo, ou de apenas embalar-nos em suas entranhas.

Ao mesmo tempo que o som, em si, é como o ar para mim, o silêncio também o é. Como que o silêncio, ou seja, a ausência total de qualquer ruído, tem a sua sonoridade especifica, a sua forma de atuar, também faz parte da música, da vida, é necessário e pungente, pode ser mais agressivo e implacável que qualquer manifestação furiosa. O silêncio ecoa. Completa. Faz-se presente. É sensível, forte, intenso. Destaca-se. Às vezes, penso que desconheço coisa mais poderosa que ele.

O mundo é barulhento demais. O barulho destrói nossa capacidade de pensar. As pessoas falam muito, falam sem pensar, por falar, forçosa e desnecessariamente. Profundo desperdício de energia vital. O barulho, a grosso modo, simboliza o contrário de introspecção. E, para refletir, ela é necessária. A introspecção é, portanto, inflamável. Processando e florescendo a experiência. O único lugar onde suporto uma multidão ruidosa é em shows de música. Se parássemos de falar tanto, talvez viveríamos melhor, teríamos a oportunidade de perceber coisas que nunca antes percebemos.

Se parássemos de falar…ouviríamos. Seríamos capazes de notar maiores nuances do som, do ambiente, das coisas. Até mesmo as cores, a natureza, os sentimentos…o outro. A nós mesmos. Observar melhor o que nos rodeia. O silêncio torna o barulho perceptível. Permite repensar, criticar, refletir, analisar, graduar, sentir.

Somente aprendendo a respeitar e admirar o silêncio teremos a capacidade, mínima, de compreender nosso íntimo e o mundo circundante. De olhar para o outro sem pressa, analisando as sutilezas e peculiaridades da vida humana. Bem como de absorver a música em toda sua essência e possibilidades. Onde, por um lapso, o “sentido” passa a existir. Ou a ausência dele.

Abençoado seja.

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Música

Last Night by Moby

Moby – Last Night – 2008 – *****

O melhor trabalho desde “Play”, de 1999, parece ser a primeira coisa que vêm a cabeça de quem ouve este novo “Last Night”. Não que isto seja exatamente um feito. Moby não andou tão inspirado desde lá. E olhe que eu tenho “Play” em muito boa conta. Pra ser sincero, considero um dos melhores álbuns de música eletrônica já lançados.

Last Night traz conexões com aquela pequena obra-prima. É Moby se retro-alimentando de seu melhor material, e experimentando novos ritmos e sons, sempre com aquela batida negra, por vezes dançante, outras melancólica, melodias belíssimas e envolventes, soul music, piano, cordas, vocais, uma ponte digna e absolutamente bem construída sob o que ele fazia uma década atrás, e para o que busca agora. Isto é o que os fãs do carequinha vegan polêmico estavam esperando. Suculento, de se lamber os dedos. E apertar “play” muitas vezes seguidas. 😉

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Listas/Citações, Música

Últimos Álbuns, Inéditos ou Não

Sempre lembrando da escala:

* – Ruim/Fraco

** – Regular

*** – Bom

****- Ótimo

***** – Excelente/Clássico

Goldfrapp – Seventh Tree – ***

 

Morcheeba – Dive Deep – ***

 

Whitesnake – Good To Be Bad – ****

Bathory – Twilight Of The Gods – ****

A Silver Mt. Zion – 13 Blues For Thirteen Moons – ***

Akron/Family – Love Is Simple – ****

Alcest – Souvernis D’Un Autre Monde – ****

Allman Brothers Band – One Way Out – *****

Ana Carolina & Seu Jorge – Ao Vivo – ****

 

Art Zoyd – Musique Pour L’Odyssee – ****

Art Zoyd – Generation Sans Futur – ***

Battles – Mirrored – *****

Black Crowes – Warpaint – ****

Blur – Modern Life Is Rubbish – ****

Bob Dylan – Time Out Of Mind – *****

Constantina – Hola Amigos – ***

DJ Shadow – The Private Press – ****

Esmerine – If Only A Sweet Surrender – ****

Fly Pam An – Fly Pam An – ***

Gary Moore – Still Got The Blues – ****

Guapo – Elixirs – ****

Godspeed You Black Emperor – Slot Riot For New Zero Kanada – ****

Hurtmold – Cozido – ***

Hurtmold – Et Cetera – ***

Hurtmold – Mestro – ***

Hurtmold – Hurtmold – *****

Jorge Benjor – Acústico MTV – ****

Kings Of Leon – Aha Shake Heartbreak – ****

Kings Of Leon – Youth And Young Manhood – ***

Kings Of Leon – Because Of The Times – **

The Kinks – Something Else – ****

Morcheeba – Charango – ****

Morcheeba – Big Calm – ***

Moya – Die Hard – **

Noir Désir – Veullez Rendre L’ame – ****

 

Plebe Rude – Enquanto a Trégua Não Vem – ****

 

Red Hot Chili Peppers – Crash, Live At Estácion Mapocho, Chile – Bootleg – ****

Eric Clapton & BB King – ****

Rolling Stones – Forty Licks – ****

Sleepytime Gorilla Museum – Of Natural History – ****

Steely Dan – Can’t Buy a Thrill – ****

The Ascent Of Everest – How Lonely Sits The City – ***

Magic Numbers – Magic Numbers – ****

Magic Numbers – Those The Brokes – **

Mars Volta – Bedlam In Goliath – ***

Tom Waits – Bone Machine – ***

Tom Waits – Rain Dogs – ***

Tom Waits – Swordfishtrombones – ***

Tortoise – A Lazarus Taxon – ***

Ulver – Perdition City – ****

Wilco – Kicking Television – ****

Yann Tiersen – Amélie Poulain Soundtrack – *****

Yann Tiersen – L’absent – ***

The Flying Luttenbachers – Construtive Destruction – ****

Thinking Plague – In Extremis – ***

Jorge Ben – A Tábua de Esmeralda – *****

 

Tim Maia – Tim Maia – *****

 

Depeche Mode – Violator – *****

 

Jeff Buckley – Grace – *****

 

Jeff Buckley – Sketches For My Sweetheart The Drunk – ****

Jeff Buckley – Live At Olympia – ***

Van Morrison – Moondance – *****

Van Morrison – Astral Weeks – ****

Arcade Fire – Funeral – *****

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Listas/Citações, Música

Top 100 – Melhores Álbuns de 2007

Abaixo, um top 100 daquilo que foi lançado no ano de 2007. Foram o que eu ouvi dentro do universo musical amplo que a lista demonstra. Rock, indie, pop, eletrônico, metal, samba, mpb, hip-hop, instrumental…etc. A trilha sonora fresca, quente e renovada que serviu de alimento para os 365 dias que se passaram. Um pequeno guia de novidades sempre bem vindas. Aproveitem.

* – agora atualizado com classificação de estrelas entre 1 a 5 para facilitar a avaliação independente da “posição” na lista.

        1. Wilco – Sky Blue Sky (*****)
        2. Radiohead – In Rainbows (*****)
        3. Arcade Fire – Neon Bible(*****)
        4. White Stripes – Icky Thump(****)
        5. Air – Pocket Symphony (****)
        6. LCD Soundsystem – Sound Of Silver (*****)
        7. Burial – Untrue (****)
        8. Underworld – Oblivion With Bells (****)
        9. PJ Harvey – White Chalk (*****)
        10. Arctic Monkeys – Favourite Worst Nightmare (****)
        11. Simian Mobile Disco – Attack Decay Sustain Release (****)
        12. Manic Street Preaches – Send Away The Tigers (****)
        13. Amy Winehouse – Back To Black (****)
        14. Dark Tranquillity – Fiction (****)
        15. Hurtmold – Hurtmold (*****)
        16. God Is An Astronaut – Far From Refuge (****)
        17. Interpol – Our Love To Admire (***)
        18. Black Rebel Motorcycle Club – Baby 81 (***)
        19. Explosions In The Sky – All Of A Sudden I Miss Everyone (***)
        20. Carla Bruni – No Promises (****)
        21. Robert Plant/Alisson Krauss – Rising Sand (****)
        22. Megadeth – United Abominations (****)
        23. Paradise Lost – In Réquiem (*****)
        24. Yndi Halda – Enjoy Eternal Bliss (****)
        25. Stereophonics – Pull The Pin (****)
        26. Justice – Cross (****)
        27. Do May Say Think – You, You’re A History In A Rush (****)
        28. Chemical Brothers – We Are The Night (***)
        29. Neal Morse – Sola Scriptura (****)
        30. Queens Of The Stone Age – Era Vulgaris (***)
        31. Ira! – Invisível DJ (****)
        32. Nação Zumbi – Fome de Tudo (***)
        33. Gui Boratto – Chromophobia (***)
        34. Satanique Samba Trio – Sangrou (****)
        35. Orquestra Imperial – Carnaval Só No Ano Que Vem (****)
        36. Bon Iver – For Emma, Forever Ago (***)
        37. Ben Harper – Lifeline (***)
        38. Beirut – The Flying Club Cup (****)
        39. Dream Theater – Systematic Chaos (****)
        40. Symphony X – Paradise Lost (****)
        41. Pain Of Salvation – Scarsick (***)
        42. Napalm Death – Smear Campaign (****)
        43. Ozzy Osbourne – Black Rain (****)
        44. Dinossaur Jr. – Beyond (****)
        45. Type O Negative – Dead Again (***)
        46. Maroon 5 – It Won’t Be Soon Before Long (***)
        47. Bruce Springsteen – Magic (***)
        48. Planet X – Quantum (****)
        49. Marina de La Riva – Marina de La Riva (***)
        50. Fino Coletivo – Fino Coletivo (****)
        51. Travis – The Boy With No Name (***)
        52. Kaiser Chiefs – Yours Truly, Angry Mob (***)
        53. Smashing Pumpkins – Zeitgeist (**)
        54. Rush – Snakes & Arrows (****)
        55. WASP – Dominator (***)
        56. Bloc Party – A Weekend In The City (***)
        57. Klaxons – Myths Of The Near Future (***)
        58. Feist – The Reminder (***)
        59. Paul McCartney – Memory Almost Full (***)
        60. Vanessa da Mata – Sim (****)
        61. Rufus Wainwright – Release The Stars (***)
        62. Beastie Boys – Mix Up (***)
        63. Ministry – The Last Sucker (****)
        64. Bebel Gilberto – Momento (****)
        65. Akron/Family – Love Is Simple (*****)
        66. Hot Hot Heat – Happiness Ltd. (***)
        67. Art Brut – It’s A Bit Complicated (***)
        68. Sodom – The Final Sign of Evil (****)
        69. Eluvium – Copia (***)
        70. Björk – Volta (***)
        71. Nine Inch Nails – Year Zero (***)
        72. Scorpions – Humanity Hour I (****)
        73. Therion – Gothic Kaballah (****)
        74. UDO – Mastercutor (***)
        75. The Hives – The Black And White Album (***)
        76. Stooges – The Weirdness (***)
        77. Machine Head – The Blackening (****)
        78. Silverchair – Young Modern (****)
        79. Band Of Horses – Cease To Begin (***)
        80. Paulinho da Viola – Acústico MTV (****)
        81. Digitalism – Idealism (****)
        82. Battles – Mirrored (*****)
        83. Modest Mouse – We Were Dead Before The Ship Even Sank (***)
        84. Super Furry Animals – Hey Venus (***)
        85. Kings Of Leon – Because Of The Times (***)
        86. Bad Brains – Build A Nation (**)
        87. The Good The Bad & The Queen – The Good The Bad & The Queen (**)
        88. King Diamond – Give Me Your Soul…Please (***)
        89. Jorge Benjor – Recuerdos de Asunción 443 (***)
        90. Bad Religion – New Maps Of Hell (***)
        91. Europe – Secret Society (***)
        92. Mukeka Di Rato – Carne (***)
        93. Foo Fighters – Echoes, Silence, Patience & Grace (***)
        94. Porcupine Tree – Fear Of A Blank Planet (***)
        95. Jesu – Conqueror (***)
        96. Kanye West – Graduation (****)
        97. Rakes – Ten New Messages (**)
        98. Nego Moçambique – La Rumba Computer (***)
        99. Ryan Adams – Easy Tiger (**)
        100. Kamelot – The Ghost Opera (**)
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