Cervejas

Löwenbräu Original

Preço: R$ 4,00 – Pão de Açúcar

Página do Brejas

Representante do típico estilo “Helles”, da cidade de Munique, a Löwenbräu compete no mercado brasileiro com outras cervejas diponíveis do mesmo estilo, como Paulaner e Hofbräu.

Levemente mais suave que a maioria das Pilsener e Lager européias – não sendo tão amarga – tem aroma e espuma fraca, corpo seco e boa drinkability. Não faz jus ao nome que tem, mas tem qualidade e é refrescante, valendo a experiência.

Nota Final: 2,4

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Caracu

Empresa: Inbev Brasil

Tipo: Stout

Teor Alcóolico: 5,4 %

Preço Médio: R$ 2,00/long neck 355 ml

A mais popular cerveja escura nacional exarceba em sua própria campanha de marketing muitos dos “defeitos” facilmente identificáveis que contém. Vendida desde sempre como uma cerveja “forte”, para “macho”, que “não come mel, mastiga a abelha”, ela realmente tem o teor alcóolico um pouco mais elevado  e bom corpo, mas a fabricante parece acreditar que “forte” tem que ser traduzida por um malte excessivamente torrado, prejudicando seu sabor, que pra finalizar é completado por um tom desmensurado de caramelo e açúcar, deixando-a estranhamente doce e desequilibrada, nos dois extremos. Espuma fraca, que decompõe facilmente. Dependendo de como é apreciada, passa a ficar intragável a partir do segundo copo.

Nota final: 1,5/5

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Bohemia Escura

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Empresa: Ambev

Tipo: Schwarzbier

Teor Alcoólico: 5,0 %

Preço Médio: R$ 2,00 / long neck 355 ml

Lançada claramente para competir com a cerveja escura premium da rival FEMSA, a Xingu, assim como a Brahma Extra serve para fazer frente à Kaiser Gold, o que noto é uma dupla derrota da Ambev nesta disputa.

A Bohemia Escura é uma schwarzbier que perde quase em todos os pontos para a concorrente: é menos encorpada, e seu aroma, sua espuma, seu sabor e retrogosto são claramente inferiores, sendo menos complexa e menos equilibrada.

Ainda assim, em alguns momentos – depende da data de fabricação do exemplar que você pegou, do tipo de copo utilizado, da temperatura, etc – consegue ser um exemplar digno, não ficando tão atrás. Muito papo pra pouca cerveja.

Nota Final: 1,7/5

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Bohemia Pilsen

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Empresa: Ambev

Teor Alcóolico: 5,07 %

Tipo: Pilsener

Preço Médio: R$ 2,80 / 3,50 garrafa 600 ml

Primeira cerveja standart avaliada aqui no blog. Dentre as pilsen brasileiras para o grande mercado (Kaiser, Brahma, Antarctica, Skol, Sol, Nova Schin, etc…), é a que sempre teve uma melhor imagem, pela tradição de ser a cerveja mais antiga do país e por vender o conceito de ter ingredientes melhores e mais selecionados, mantendo a mesma fórmula desde o seu início, em 1853.

Contudo, como o próprio site ressalta…”no início de sua fabricação, a cerveja Bohemia tinha características de uma cerveja estilo alemã: amarga e forte.” Mas…“com o decorrer dos anos, seu sabor passou a adquirir as características de outras marcas existentes: mais leve, suave e menos amarga, atingindo o padrão tradicional de qualidade dos dias atuais.”

Traduzindo…ela foi gradativamente adaptada ao mercado nacional, ao “gosto” do consumidor, tornando-se mais uma cerveja dentre tantas. E, recentemente, numa estratégia da Ambev, que barateou o preço da Bohemia – pelo menos em muitos bares de Belo Horizonte este “fenômeno” pode ser sentido – suas características parecem também cada vez mais cair na vala comum das pilsen brasileiras, com pouquíssimas diferenças entre elas.

Mesmo nesta mediocridade, a Bohemia ainda se destaca pelo amargor levemente maior que as demais, mas perdeu em aroma e sabor. Permanece como uma boa opção entre as “normais”, contudo, já não é tão capaz de se distinguir entre tantas marcas disponíveis. O que não acontece em sua linha premium, a Weiss, a Escura e a Confraria, que serão comentadas aqui, cervejas bem superiores a esta Pilsen tradicional, especialmente esta última.

Nota Final: 1,8/5

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Therezópolis Gold

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Therezópolis Gold

Empresa: Cervejaria Terezópolis

Teor Alcoólico: 4,7%

Tipo: Pilsener Puro Malte

Preço Médio: R$ 4,50 a 6,00 / garrafa 600 ml

Uma destas gratas descobertas que fazemos pelos supermercados da vida – no caso, achada pela primeira vez em Brasília – DF e revisitada em Belo Horizonte, confira no site oficial os lugares onde podem achá-la – esta cerveja, que teve curta vida no início do século XX, fabricada de 1912 a 1918, voltou há pouco ao mercado nacional (abençoado seja), possuindo um convidativo custo benefício. É uma pilsen puro malte honestíssima, bem leve e saborosa.

Pouco de História

Em 1912, o empreendedor  e  visionário Alfredo Claussen, descendente de imigrantes dinamarqueses que povoaram Teresópolis durante o séc. XIX, foi pioneiro em terras teresopolitanas ao fundar, no bairro do Imbuí, a Claussen & Irmãos: primeira cervejaria (também foi a primeira indústria) de Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, município onde nasceu e viveu durante toda a sua vida.Até então, a família Claussen produzia cerveja artesanal  apenas para o próprio consumo e para brindar com os amigos as datas comemorativas. A receita caseira  original chegou ao Brasil em 1826 na bagagem  do casal de imigrantes dinamarqueses Josef Henrich Claussen e Caroline  Claussen, que se  estabelecerão e tiveram seus filhos nas montanhas de Teresópolis. A  refrescante bebida se tornou tão querida que o Mestre  Alfredo Claussen (neto de Josef Claussen) resolveu produzi-la para o consumo em uma escala maior.

Claussen concebeu como grande diferencial de seu produto, agora com objetivos comerciais, a tradição nórdica  resgatada de seus antepassados para a elaboração da cerveja, aliando o  uso da melhor matéria–prima importada da Europa, com a cristalina água  mineral das montanhas de Teresópolis. Surgia assim a Cerveja Therezópolis.

Notas de Degustação

Respeitando a Lei de Pureza Reinheitsgebot – coisa rara entre as nacionais – esta cerveja marca pelo aroma sutil, o sabor agradável, delicadamente doce e super leve, menos encorpada e amarga que outros tipos, possuindo a melhor espuma dentre as avaliadas até aqui, outra prova de sua qualidade. Ao beber, percebe-se a água cristalina (de fato, não apenas no marketing), característica forte daquela região do estado do Rio, contribuindo positivamente no seu sabor. Permanece por pouco tempo na boca, mas tem boa remanescência de aroma e seu tímido toque frutado. Para os apreciadores de um exemplar mais leve, a Therezópolis Gold faz boa concorrência com a Bavária Premium, capaz realmente de fazer frente, com louvor, ao produto da gigante FEMSA.

Nota Final: 2,1/5

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Xingu

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Empresa: FEMSA

Teor Alcoólico: 4,6 %

Tipo: Schwarzbier

Preço Médio: 2,00 a 2,90 R$ / long neck 355 ml

Chegamos então à melhor cerveja escura premium do mercado (das macrocervejarias)! Sendo a mais equilibrada entre as suas concorrentes diretas– no ponto certo quanto a graduação amarga e os açucares – a Xingu possui bom aroma e consistência, de cremosidade decente (que fica ainda melhor na versão chopp). Custo/benefício considerável. O sabor é agradável e não decepciona os menos exigentes.

Nota final: 1,9/5

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Bavária Premium

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Empresa: FEMSA

Teor Alcoólico: 4,8%

Tipo: Pilsener Puro Malte

Preço Médio: 2,50 R$ / long neck 355 ml

Com a história de ser uma das mais antigas cervejas do Brasil – 1877, completando mais de 130 anos – e também a primeira premium, premiada desde 1893 – além de ser uma das únicas puro malte, distinção valorosa, já que não contam com a adição de arroz e milho, outros cereais comumente usados nas cervejas comuns para baratear a fabricação, a Bavária Premium de fato merece seu posto.

É uma pilsen equilibrada, de lúpulo macio e aroma leve, contudo, sem destaque. Na boca é suave, pura, esta sim faz por merecer a alcunha de “desce redondo”, mesmo não sendo tão marcante. Possui sabor curto, amargor tímido. Destaca-se a sutileza e qualidade do malte, diferenciando-a das demais. Uma cerveja leve e saborosa, ideal para qualquer momento, minha preferida do dia-a-dia! 😉

Nota Final: 2,0/5

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