Política & Economia

Borba Gato é julgado, condenado e encontra-se preso!

Fato inédito no país para um branco, rico e bandeirante.

Da lista de discussão da IndyMedia e Espaço Socialista:

No dia 19 de Abril de 2008 foi promovido o Julgamento Popular do Borba Gato.
O júri popular o declarou culpado pelas seguintes atrocidades:

Homicídio qualificado de negros, índios e brancos.
Artigo 121 do código penal – reclusão de 30 anos.

Promoção de trabalho escravo de negros e índios.
Artigo 288 do código penal – reclusão de 8 anos.

Estupro de mulheres negras e índias.
Artigo 103 do código penal – reclusão de 10 anos.

Apropriação indébita de riquezas e poder.
Artigo 168 do código penal – reclusão de 5 anos.

Porte indevido e ofensivo de armamento pesado.
Artigo 180 do código penal – reclusão de 2 anos.


Com eficiência e rapidez surpreendente, a pena é executada em um mês.
No dia 21 de maio, Borba Gato é acorrentado a uma bola.

Detalhe da corrente de Nióbio material altamente resistente

A reclusão prevista no código penal é de 55 anos..

Por acreditarmos que a cultura bandeirante e suas atrocidades não representam os heróis que gostaríamos ver construir a nossa história, o juri delibrou que o Bandeirante Borba Gato fica condenado à imobilidade por toda a eternidade.

É importante saber que:

Os povos negros e indígenas são bases fundamentais na formação do Brasil. Mesmo assim foi criada uma cultura de que o que vem destes povos deve ser menosprezado – por isso as maiores estradas, monumentos, personagens da nossa história e até mesmo o palácio, é deles! Pessoas que massacraram a cultura indígena e negra. Mas é preciso deixar claro que corre no sangue do nosso povo uma ancestralidade indígena e negra!!!

Repensar a história do nosso povo é promover a possibilidade de um outro Brasil e não como este atual onde quem tem dinheiro não tem lei, não vai preso e manda no país. Onde quem é índio nem sabe que é e quem é negro tem vergonha de Ser.

Nossos heróis são outros e não estes que nos apresentam!!!

Queremos mais.

Podemos muito mais…

Questionando os nomes e os valores da “história oficial” estaremos reconstruindo nossa própria história como povo desta terra.

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