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Alexandre Kalil: um dos exemplos da falência do futebol brasileiro

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Crédito: Gil Leonardi

Para entender porque o futebol brasileiro “é o que é”, basta olhar para os dirigentes. Difícil achar algum que se salve. Amadores, caducos, irresponsáveis, muitos sob administração suspeita – para usar um eufemismo – sem nenhuma postura e competência.

Não é o caso de entrar no mérito da administração, em si, de Alexandre Kalil no Atlético. Deixo isto para os atleticanos. Apesar de o próprio ter entrado em contradição em suas inúmeras “idas e vindas” no comando do clube, o que pra mim é sempre algo “estranho”.

Chega a ser assustador o modo como certos dirigentes usam os clubes, e a mídia sob ele, para fazer e dizer o que bem entendem. A reação de Kalil após o último clássico mineiro (vencido pelo Cruzeiro por 2 x 1, há 10 jogos sem perder para o galo) foi no mínimo desproporcional. Erros de arbitragem acontecem a todo momento, com todos os clubes e é uma das maiores deficiências do futebol brasileiro. Já disse aqui e repito: sou plenamente a favor do uso do telão e artifícios eletrônicos para se tirar dúvidas, como já acontece no tênis, no basquete…

Segundo o próprio:

“Sob a minha direção no Atlético-MG, essa quadrilha que está montada na Federação Mineira vai ter de ser desmontada. Isso que está aí é bandido velho, isso é ladrão. Isso tem de aposentar. Não vou falar desse vagabundo que apitou, não. Eu não vou perder Campeonato Mineiro no apito. Então, que o seu Lincoln tome vergonha na cara e renuncie, desmonte essa quadrilha que está montada. Isso é quadrilha. (…) Estou falando o seguinte: se estão achando que é o ‘Kalilzinho ligth’, é o diabo que o carregue essa camarilha da Federação Mineira”. (Fonte: Portal Uai)

Confira a reação do dirigente em vídeo:

Agora a pergunta: em que país minimamente organizado, com gente cônscia o suficiente e de bom-senso, um descalabro desse é permitido? Dá a impressão de que, sem nenhuma preocupação com o que está falando – nem pensando sobre – Kalil fala como se estivesse brigando com um desafeto num churrasco de fim de semana. É claro que ele terá que se explicar.

Ao perdedor, sempre resta reclamar da arbitragem, muitas vezes com razão. No caso específico, qualquer um que veja o lance do “penalti” poderá reparar que a falta existiu, mas foi fora da área. E parece que há 10 jogos o Atlético não vence o Cruzeiro por causa da arbitragem (dúvida).

Fora a provocação, na verdade toda desculpa serve para mascarar a incompetência. Enquanto o futebol brasileiro não acabar com o amadorismo, substituir 95% dos dirigentes atuais por gente séria, profissional e compromissada, vamos continuar na fossa.

E a Copa de 2014 vem aí, ao custo minímo de 35 bilhões…quem dá o primeiro chute no bolão do desvio de verba?

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