Cervejas

Bavária Pilsen

Cervejaria: FEMSA

Estilo: Standard American Lager

Teor Alcoólico: 4,6%

Preço: R$ 1 lata 350 ml

Sem tanto marketing quanto suas concorrentes e presente em poucos pontos de venda, a Bavária tem má-fama e é tratada com desprezo pela maioria dos consumidores padrão. Mas, na verdade, ela está um pouco acima de outras marcas tradicionais, como a péssima Skol, que se mantém sob comerciais ridículos formatados para os mais jovens.

Como todas do seu estilo feita no Brasil, a Bavária é fraca, de lúpulo e malte pouco perceptíveis (quase inexistentes), boa para refrescar e não para degustação. Levemente doce, sobressai por não ter final metálico nem deixar gosto ruim na boca – na versão experimentada – aumentando sua drinkabillity. Boa opção dentre as cervejas pilsen de massa produzidas aqui.

Nota Final: 1,4

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Cervejas, Notícias Comentadas

Cervejas e a Crise

Imagem: AllPosters

Nada escapa à crise financeira. Longe da queda livre das bolsas e todo o apocalipse que anda rondando as manchetes econômicas, muitas vezes ininteligível para os leigos, há um aspecto disto tudo facilmente compreensível: o impacto no aumento de preços dos bens de consumo e, entre eles, a cerveja, notícia que preocupa desde o bebum da esquina até o gourmet sofisticado.

Crise atingirá preço de cervejas – Por Lilian Cunha, do jornal Valor Econômico, via Brejas.

A turbulência financeira chega aos botecos entre novembro e fevereiro do ano que vem. É nesse período que a AmBev, maior fabricante nacional, reajustará o preço das cervejas, que este ano deve ter impacto também da desvalorização do real, que desde 1º de agosto acumula perdas de cerca de 50%.

Dentre todos os reflexos da crise financeira internacional, o que mais afeta as cervejarias é a alta do dólar, mais até que a restrição do crédito. Muitos insumos utilizados na fabricação da bebida são importados e, portanto, cotados na moeda americana.

Mas o mais importante deles, a cevada, matéria-prima do malte, pode continuar com custos estáveis. Segundo o especialista em cevada e matérias-primas para cerveja, Euclydes Minalla, da Embrapa Passo Fundo (RS), a safra de cevada na Europa é a maior dos últimos tempos, o que faz o valor da tonelada cair. “No fim das contas, a alta do dólar empata com a baixa da cevada e o preço continua igual.” Mas ele lembra que as empresas têm outros custos em dólar que estão subindo, como o de rótulos.

“Tudo isso gera uma pressão de custos, mas o maior problema das empresas, principalmente para as que se reportam à sede no exterior, é manter a rentabilidade”, diz Adalberto Viviani, da consultoria Concept, especializada no mercado de bebidas. As matrizes, segundo ele, querem que as divisões brasileiras entreguem o resultado prometido no início do ano. No entanto, a desvalorização da moeda corrói os valores. “A saída, então, é aumentar preços ou o volume de vendas.” Fabio Anderaos de Araújo, analista da Itaú Corretora, concorda. “As cervejarias estão perdendo margem de lucro”, afirma. “Além disso, não se sabe como serão as vendas no verão, com a lei seca. Apesar da fiscalização parecer estar arrefecendo, ainda pode ser um risco para as vendas.”

No caso da AmBev, que se reporta à InBev na Bélgica, diante dessa situação, a saída é mesmo o aumento de preços, uma vez que a empresa detém mais de 60% do mercado nacional, fatia difícil de aumentar em um mercado estável como o de cervejas atualmente. “Estamos programando um aumento para o verão, entre novembro e fevereiro”, diz Michael Findlay, diretor de relações com os investidores da AmBev. Ele nega que isso seja efeito da alta do dólar na empresa. “O impacto da desvalorização do real para nós, no curto prazo, é insignificante”, diz ele, comentando a observação feita pela analista de mercado da corretora Morningstar, Ann Gilpin. Segundo ela, AmBev tem dívidas em dólar que somam US$ 2,3 bilhões. “Temos essa dívida mas ela está protegida por operações de hedge a um valor que acertamos no início do ano. Já sei quanto pagar. Não há riscos”, diz Findlay. Ele, porém, acrescenta que o aumento previsto para o verão deve ter percentual equivalente à inflação do período na data.

Outra que, segundo os analistas, deve apelar para aumentos é Femsa, que se reporta à sua sede no México. “Ou ela sobe preços ou aumenta sua escala”, diz Viviane. A empresa, entretanto, não comentou o assunto.

Em situação melhor estão as cervejarias nacionais, como a Schincariol e a Petrópolis, uma vez que a maioria de sua operação é feita em real. “Todo nosso endividamento é preponderantemente feito em reais, utilizando linhas de crédito de longo prazo via BNDES”, disse a empresa em comunicado oficial. Sobre a possibilidade de aumentos de preços ao varejo, a Schincariol informou que ainda está fazendo uma “análise sobre os impactos da alta do dólar” em suas atividades. Mas, segundo a companhia, “apesar da alta da moeda, os preços dos insumos estão com tendência de baixa.”

Entretanto, uma surpresa fiscal pode impactar as cervejarias também. Segundo a SLW Corretora, a mudança na forma de cobrança do PIS e da Cofins para empresas de bebidas é uma incógnita. “Não se sabe se a coisa vai ser boa ou ruim. E a definição sobre isso deve acontecer só no fim do ano ou no início de 2009?, diz um analista.

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Uma parte da matéria é importante ressaltar:

“Tudo isso gera uma pressão de custos, mas o maior problema das empresas, principalmente para as que se reportam à sede no exterior, é manter a rentabilidade”, diz Adalberto Viviani, da consultoria Concept, especializada no mercado de bebidas. As matrizes, segundo ele, querem que as divisões brasileiras entreguem o resultado prometido no início do ano. No entanto, a desvalorização da moeda corrói os valores.”

Traduzindo: não importa o que aconteça, manter a margem de lucro é fundamental. Se a economia entra na pior crise desde 1929, o dólar dispara, a Lei Seca entra em vigor, o Brasil explode ou o que diabo for, a última coisa admissível é lucrar menos que no ano anterior: “manter a rentabilidade…entregar o resultado prometido no início do ano”.

A Inbev, que teve lucro líquido de 3,31 bilhões de dólares em 2007 (e aumentou suas vendas na América Latina em 9%), não pode fechar 2008 com um valor abaixo do prometido.

Quem paga a conta, no fundo, é sempre o consumidor. Vamos supor que a empresa tivesse uma queda recorde de renda, e fechasse o ano com 2 bilhões…ainda assim seriam 2 bilhões de dólares em verdinhas livres, para pagar os altos executivos, re-investir na própria empresa, etc. Seja as grandes companhias ou as de produção artesanal e até os home-brewer, pode preparar o bolso.

Como se não bastasse, pesquisas dão conta de que o preço do pão líquido irá subir absurdamente nos próximos anos devido ao aquecimento global, segundo matéria da Folha.

No verão, a alternativa deve ser a Nova Schin (blergh!) e Itaipava (esta uma das melhores dentre as pilsen das macrocervejarias locais). E as duas, diga-se, atoladas até o pescoço na máfia, esquemas de corrupção, sonegação, crimes…

Como diz um amigo, não dá nem pra tomar uma cerveja sossegado nesse país.

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Cervejas

Heineken Barril 5 litros

Cervejaria: Heineken Nederland

Estilo: Pale Lager

Teor Alcoólico: 5%

Preço: R$ 50 a 60 em supermercados

Ao contrário da Heineken tradicional (versão lata, long neck e garrafa 600 ml), produzida no Brasil e facilmente encontrada em qualquer canto, este chopp de barril 5 litros é a mesma cerveja feita na Holanda, o que faz toda a diferença. Se a tupiniquim é fraca, metálica e desequilibrada (e ainda assim um primor perto da maioria brasileira de massa, sobrevivendo da fama e do bom marketing da marca (além da incompetência e paladar inexistente do consumidor local, diga-se), este chopp é muito (mas muito) melhor. Não confundir também com a versão chopp disponível em alguns bares brasileiros, que é tão ruim quanto a envasada.

O que sai do barril é um creme denso, de um aspecto visual impressionante. O lúpulo é bastante perceptível no aroma e na boca chega macio, leve, sem perder as características de uma boa cerveja. Algo citríco, retrogosto agradável (ao contrário de sua variante local). Ótimo chopp que sem dúvida vale o investimento mais alto.

Nota Final: 3,2

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Kaiser Bock

Empresa: FEMSA

Estilo: Bock Tradicional

Teor Alcoólico: 6,2 %

Preço: 1R$ a 1,50 R$ em supermercados

Lançada em 1993, a Kaiser Bock é uma cerveja que surpreende muito dentre as do tipo “especiais” produzidas pelas macrocervejarias. Aqui há de se notar o quanto a Kaiser é eficiente em cervejas “premium”, como a Kaiser Gold e esta Bock, mas na sua pilsen de mercado deixa a desejar.

Feita somente no inverno, de maio a setembro, a Bock é vendida nas regiões sudeste, sul e no Distrito Federal.

Puro malte, não tem adição de outros cereais. O creme é persistente e considerável, tem amargor médio e notas de caramelo e malte torrado com moderação. Menos encorpada que outras bock, provavelmente para atender ao paladar brasileiro. É uma das mais fortes do mercado das macrocervejarias, com 6,2% de alcóol. Excelente custo-benefício. Poderia ser produzida o ano todo.

Nota Final:2,8

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Löwenbräu Original

Preço: R$ 4,00 – Pão de Açúcar

Página do Brejas

Representante do típico estilo “Helles”, da cidade de Munique, a Löwenbräu compete no mercado brasileiro com outras cervejas diponíveis do mesmo estilo, como Paulaner e Hofbräu.

Levemente mais suave que a maioria das Pilsener e Lager européias – não sendo tão amarga – tem aroma e espuma fraca, corpo seco e boa drinkability. Não faz jus ao nome que tem, mas tem qualidade e é refrescante, valendo a experiência.

Nota Final: 2,4

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Therezópolis Gold

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Therezópolis Gold

Empresa: Cervejaria Terezópolis

Teor Alcoólico: 4,7%

Tipo: Pilsener Puro Malte

Preço Médio: R$ 4,50 a 6,00 / garrafa 600 ml

Uma destas gratas descobertas que fazemos pelos supermercados da vida – no caso, achada pela primeira vez em Brasília – DF e revisitada em Belo Horizonte, confira no site oficial os lugares onde podem achá-la – esta cerveja, que teve curta vida no início do século XX, fabricada de 1912 a 1918, voltou há pouco ao mercado nacional (abençoado seja), possuindo um convidativo custo benefício. É uma pilsen puro malte honestíssima, bem leve e saborosa.

Pouco de História

Em 1912, o empreendedor  e  visionário Alfredo Claussen, descendente de imigrantes dinamarqueses que povoaram Teresópolis durante o séc. XIX, foi pioneiro em terras teresopolitanas ao fundar, no bairro do Imbuí, a Claussen & Irmãos: primeira cervejaria (também foi a primeira indústria) de Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, município onde nasceu e viveu durante toda a sua vida.Até então, a família Claussen produzia cerveja artesanal  apenas para o próprio consumo e para brindar com os amigos as datas comemorativas. A receita caseira  original chegou ao Brasil em 1826 na bagagem  do casal de imigrantes dinamarqueses Josef Henrich Claussen e Caroline  Claussen, que se  estabelecerão e tiveram seus filhos nas montanhas de Teresópolis. A  refrescante bebida se tornou tão querida que o Mestre  Alfredo Claussen (neto de Josef Claussen) resolveu produzi-la para o consumo em uma escala maior.

Claussen concebeu como grande diferencial de seu produto, agora com objetivos comerciais, a tradição nórdica  resgatada de seus antepassados para a elaboração da cerveja, aliando o  uso da melhor matéria–prima importada da Europa, com a cristalina água  mineral das montanhas de Teresópolis. Surgia assim a Cerveja Therezópolis.

Notas de Degustação

Respeitando a Lei de Pureza Reinheitsgebot – coisa rara entre as nacionais – esta cerveja marca pelo aroma sutil, o sabor agradável, delicadamente doce e super leve, menos encorpada e amarga que outros tipos, possuindo a melhor espuma dentre as avaliadas até aqui, outra prova de sua qualidade. Ao beber, percebe-se a água cristalina (de fato, não apenas no marketing), característica forte daquela região do estado do Rio, contribuindo positivamente no seu sabor. Permanece por pouco tempo na boca, mas tem boa remanescência de aroma e seu tímido toque frutado. Para os apreciadores de um exemplar mais leve, a Therezópolis Gold faz boa concorrência com a Bavária Premium, capaz realmente de fazer frente, com louvor, ao produto da gigante FEMSA.

Nota Final: 2,1/5

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Xingu

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Empresa: FEMSA

Teor Alcoólico: 4,6 %

Tipo: Schwarzbier

Preço Médio: 2,00 a 2,90 R$ / long neck 355 ml

Chegamos então à melhor cerveja escura premium do mercado (das macrocervejarias)! Sendo a mais equilibrada entre as suas concorrentes diretas– no ponto certo quanto a graduação amarga e os açucares – a Xingu possui bom aroma e consistência, de cremosidade decente (que fica ainda melhor na versão chopp). Custo/benefício considerável. O sabor é agradável e não decepciona os menos exigentes.

Nota final: 1,9/5

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