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Pouca coisa explica a condição de “favorita” que a Inglaterra geralmente tem em toda Copa do Mundo. Aliás, apenas uma: o marketing e a babação desmedida pela falida Liga Inglesa. O “fascínio” pelo futebol europeu vai bem além do razoável: jogadores no máximo medianos chegam aqui como “craques”. O brasileiro gosta muito do que vem de fora, é inegável. E nem precisa ser europeu pra isso. Somos verdadeiros vassalos mentais quanto a qualquer coisa estrangeira.
Fora o controverso título de 66, ganho em casa e com generosa contribuição da arbitragem, a Inglaterra conseguiu ficar entre os 4 primeiros da Copa apenas outra vez, em 1990 na Itália, quando perdeu a decisão do terceiro lugar para a dona da casa. Ou seja, o time inglês nunca colocou medo em ninguém e tampouco fez qualquer coisa, em 80 anos de história do torneio, que justificasse isso. Só de 1966 pra cá o máximo que a Inglaterra conseguiu foi resultado igual ou inferior a Bulgária, Turquia, Coréia do Sul, Suécia, Portugal, Polônia, Croácia e Bélgica. E antes de 66 sequer chegou nas finais.
É um autêntico coadjuvante e apenas acaba de confirmar isso em 2010. Jogadores pretensamente alardeados como Rooney, Lampard e Gerrard não jogaram nem 10% da bola que o marketing atribui a eles. Fora as principais forças, como Brasil, Itália, Alemanha e Argentina, a Inglaterra perde para Holanda, França, Uruguai, Hungria (vice em 38 e 54) e Tchecoslováquia (atual República Checa, vice em 34 e 62) na soma de resultados expressivos. A insignificância inglesa é tão grande que até na Eurocopa, em 13 edições, o máximo que a Inglaterra conseguiu foi dois terceiros lugares: em 68 e 96.
O time inglês, portanto, faz parte do terceiro escalão do futebol mundial. E tem muito chão pela frente se quiser começar a mudar isso. É bom se acostumar com a ideia.
Guardian: Five reasons why England were embarrassed by Germany (preste atenção nos comentários)




