
Lembra do Jobson? As (poucas) boas atuações do garoto no fim do campeonato brasileiro de 2009 ajudaram o Botafogo a escapar do rebaixamento. Depois, pego em exame antidoping, Jobson confessou ter usado crack por diversas vezes desde 2008. A suspensão, que poderia ser de até 8 anos, foi estabelecida em 2 anos fora dos gramados. Com um contrato milionário fechado com o Cruzeiro, Jobson viu o clube – naturalmente – desfazer o negócio, obrigando-o a voltar para o Brasiliense, de onde saiu.
Jobson foi alvo de diversas matérias nos jornais de Brasília: arrependido, dizia ter encontrado a paz na família, na igreja, se afastado das “pessoas ruins”, parado com as drogas e que queria voltar o mais rápido possível para “ser o melhor jogador do mundo e disputar a Copa de 2014″, palavras dele.
No fim de abril, a pena foi incrivelmente reduzida para 6 meses, fazendo com que possa voltar a atuar a partir de julho. Dado o milagre, outro: Botafogo e Flamengo disputam avidamente o jogador. Chegando ao ponto de, não só despejarem uma quantia milionária por 60% dos direitos econômicos, mas também (no caso do Flamengo) envolver até 2 (dois!) jogadores na negociação.
A sorte e a redenção de Jobson é algo à parte. Em campo (desconsiderando fora dele), não me parece que tenha feito tanto para que seja disputado nesse grau. Se o Flamengo cogita ainda envolver dois prováveis jovens da base formados na Gávea, com anos de história pelo clube e que custaram milhões de reais na sua formação para ter um jogador como Jobson, esta é uma daquelas trapalhadas históricas e incompreensíveis que fazem o clube se afundar na própria incompetência. Espero sinceramente que não.
[...] O incrível caso Jobson [...]
Será que hoje você percebe o que o Flamengo perdeu na época? O garoto joga muito, cara
Cara, não tenho visto os jogos do Botafogo, devo admitir. Mas mesmo assim, levando em consideração as condições da época, era contra a contratação do Jóbson pelo Fla e continuo sendo. Sem falar que o cara criou identificação com o Bota ano passado, então melhor mesmo ter ido pra lá, como queria. Faz diferença.