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Quando disse aqui sobre “o fim do regime militar no futebol brasileiro”, com a saída de Dunga, esqueci a prudência de lembrar que apenas um nome poderia seguir com o estilo “quanto mais grosso melhor” – dentro e fora de campo – na seleção: Muricy Ramalho.

Pelo jeito, Ricardo Teixeira tem verdadeiro apreço pelo anti-futebol. Azar o nosso. Em fevereiro, quando Muricy foi demitido sumariamente do Palmeiras, teci breve análise sobre o perfil do sujeito. Aqui. Há pouco a acrescentar. Depois de sair da Pompéia, Muricy curtiu férias com os milhões amealhados até aceitar a proposta do Fluminense. E, agora, chegar na seleção.

É cômico ver as dezenas de comentaristas que sempre babaram por Muricy se refestelando com a sua contratação. A balela do “currículo vencedor” é forte. Rica Perrone, emérito tricolor e jornalista que costuma acertar forte vez ou outra, dá o resumo do estilo Muricy de jogar futebol.

Podemos esperar não só a continuação da escola Dunga de patadas gratuitas mas também a fina arte da retranca, do chuveirinho, das convocações bizarras e das improvisações inexplicáveis. Sorria.

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