
Pobre Zico. Enquanto corre pra apagar um incêndio, vê vários focos se formando atrás dele. No Flamengo, não dá pra ser só bombeiro. Tem que trabalhar por uma equipe inteira. A brigada anti-futebol-medíocre parece – ainda – não ter chegado a Rogério Lourenço. Em 31 de maio desse ano, escrevi aqui um post sobre a esquizofrenia do técnico. Sua incrível capacidade de ser incoerente e infeliz nas suas escolhas. Quase três meses atrás. Três meses. De lá pra cá, pasmem, continuou o mesmo quadro. Os mesmos erros e problemas.
Há pouco a acrescentar. Mesmo com um ataque pífio após a saída de quase todo mundo do setor (e a chegada de “reforços” controversos), Rogério segue sem melhorar nada na equipe. É tempo demais para ser relevado. Um incômodo temporário que se tornou permanente. Diego Maurício, atacante da base, com boa movimentação, forte, driblador, inteligente, responsável pelo último gol com bola rolando da equipe, foi alçado a condição de “Drogbinha” do clube e logo deixou totalmente de ter chances para ceder espaço a Cristian Borja (!!, sugestão de Lourenço) e Val Baiano (já “carinhosamente” apelidado de Val Bulani). Faz sentido? Não. Como nem o próprio Rogério consegue explicar suas decisões.
Agora a insatisfação é geral. A paciência extrapolou e a batata virou carvão. De Sérgio Soares a Abel Braga, passando por Ney Franco e cia., qualquer um parece melhor opção que Rogério. Perde o Flamengo por cair sempre na falta de planejamento e ter que montar um time no meio do campeonato, repor peças, achar um treinador decente, etc. Enquanto isso a bagunça continua, o futebol pequeno também e as derrotas se enfileiram. Botando abaixo simplesmente todo o ano do clube.
2010 será esse “vamo que dá” tradicional aí. Que compromete não só esse como também 2011. 2 anos. Muito tempo perdido por falta de planejamento e o mínimo de gestão inteligente. Zico vai precisar de muito mais que trabalho duro e seriedade pra botar ordem onde nunca existiu. Até lá o noticiário rubro-negro será um acumulado de bizarrices e notícias medíocres. Haja saco.