Filmes

Wild At Heart

Wild At Heart – David Lynch – 1990 – ****

Vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1990, “Coração Selvagem” é uma love story totalmente anti-convencional, ácida e de humor negro (ao contrário do anteriormente citado “Before Sunrise”), que só poderia ter saído da mente de David Lynch. Encontrando os típicos personagens bizarros de Lynch durante a jornada, Sailor e Lula “gone wild” tentando se manter vivos na brincadeira. Contém inúmeras referências diretas a “O Mágico de Oz”. Curiosamente, um dos melhores filmes “românticos” já feitos. Brilliant.

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Before Sunrise

Before Sunrise – Richard Linklater – 1995 – ****

De fato, um filme inteligente sobre o amor, merecendo o status que conquistou ao longo do tempo – adorado e recomendado por quase todos que o assistem. Romântico, com cérebro, e sem restrições para diabéticos.

Abaixo a transcrição do poema da “versão de vagabundo vienense”…rs

Daydream, delusion, limousine, eyelash

Oh baby with your pretty face

Drop a tear in my wineglass

Look at those big eyes

See what you mean to me

Sweet-cakes and milkshakes

I’m delusion angel

I’m fantasy parade

I want you to know what I think

Don’t want you to guess anymore

You have no idea where I came from

::We have no idea where we’re going

Latched in life

Like branches in a river

Flowing downstream

Caught in the current

I’ll carry you

You’ll carry me

That’s how it could be

Don’t you know me?

Don’t you know me by now?

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Sideways

Sideways – Alexander Payne – 2004 – ****

Surpresa do Oscar 2005, com 5 indicações (melhor filme, melhor ator e atriz coadjuvante, melhor diretor e melhor roteiro adaptado, ao qual venceu), Sideways é realmente uma obra admirável, gostosa, um semi-road movie divertido, com boas atuações e muito agradável de se assistir. A estorinha de ciladas, seduções, amizade, amor, descoberta pessoal está entremeada dentro do universo do vinho, o que o torna ainda mais interessante. E, neste ponto, diga-se, é não só uma abordagem como um filme infinitamente superior à aquela coisa medonha que Ridley Scott fez com Russel Crowe, intitulada “Um Bom Ano”.

Cômico, com um pequeno tom dramático, e equilibrado. Os significados que título carrega, dentro da proposta, já diz muito sobre ele. Precisamos de mais filmes com este espírito. Difícil de se achar. =]

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Ali

Ali – Michael Mann – 2001 – ****

Nunca escondi minha admiração por Michael Mann. Para mim, pouquíssimos cineastas tem o talento e a competência para fazer filmes tão redondos e eficazes, beirando o impecável. Além de ótimo diretor, o cara ainda escreveu O Último dos Moicanos, Fogo Contra Fogo, O Informante e Miami Vice, além deste Ali. O que falar?

Para contar a história de uma dos maiores esportistas de todos os tempos, como também uma personalidade consagrada e adorada mundialmente, controverso, político, religioso, mulherengo, carismático, divertido, firme, com uma biografia cheia de reviravoltas e redenções, Mann escolheu Will Smith para o papel principal. E quem diria que um ator que começou como “The Fresh Prince Of Bel Air”, além de uma carreira de rapper de qualidade no mínimo duvidosa – para usar um eufemismo – conseguiria amadurecer tanto, levando-o à sua primeira, e merecida, indicação ao Oscar num papel principal. A entrega de Smith ao personagem, física, mental, nos trejeitos, na fala e no olhar é fascinante, além de uma considerável semelhança com Ali jovem. Jamie Foxx e Jon Voight também estão excepcionais.

Dada a quantidade de coisas a tratar, o filme acaba ficando confuso demais em certos momentos…mas após um primeiro ato problemático, desenrola-se de modo equilibrado, nos levando para dentro do universo conturbado de Muhammad. Dificilmente alguém faria melhor.

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The Usual Suspects

Os Suspeitos – Bryan Singer – 1995 – ***

Overrated. Mais glorificado do que merece. O final é bem pensado, sim, ok, mas nada exatamente genial.

Spacey chorão e panaca demais (mesmo que propositadamente, para o que o filme desejava, irrita) e Palminteri insuportável. Já parece velho, manchado. Memorável apenas pelo desfecho, mas nada que chegue a ser um filme de gênero que mereça o status de imprescindível.

But, talvez eu esteja sendo cruel demais. Rs. Vale a sessão.

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