﻿{"id":1930,"date":"2015-09-28T12:11:31","date_gmt":"2015-09-28T14:11:31","guid":{"rendered":"http:\/\/crimideia.com.br\/blog\/?p=1930"},"modified":"2015-10-07T16:30:00","modified_gmt":"2015-10-07T18:30:00","slug":"o-brutalismo-regional-de-edyr-augusto-proenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/?p=1930","title":{"rendered":"O brutalismo regional de Edyr Augusto Proen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/14-06-25_um-paraense-em-paris2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1932\" alt=\"14-06-25_um-paraense-em-paris2\" src=\"http:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/14-06-25_um-paraense-em-paris2.jpg\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/14-06-25_um-paraense-em-paris2.jpg 500w, https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/14-06-25_um-paraense-em-paris2-150x150.jpg 150w, https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/14-06-25_um-paraense-em-paris2-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Por <a href=\"http:\/\/www.crimideia.com.br\" target=\"_blank\">Maur\u00edcio Angelo<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se fala em &#8220;brutalismo&#8221;, a refer\u00eancia inevit\u00e1vel no Brasil e para quem o termo foi inicialmente empregado, \u00e9 Rubem Fonseca. Mas seria o paraense Edyr Augusto Proen\u00e7a apenas mais um entre tantos que buscam emular Fonseca? Ou trata-se de uma influ\u00eancia inevit\u00e1vel do escritor policial onipresente nestas terras nos \u00faltimos 60 anos? Logo nas primeiras p\u00e1ginas de <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/os-%C3%89guas\" target=\"_blank\">&#8220;Os \u00c9guas&#8221;, objeto deste texto, o primeiro romance de Edyr, lan\u00e7ado em 98,<\/a> a resposta fica clara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio de Fonseca, dado sempre a digress\u00f5es filos\u00f3ficas, refer\u00eancias cinematogr\u00e1ficas e da arte em geral, em descri\u00e7\u00f5es enciclop\u00e9dicas de lugares e objetos, Edyr preza pelo texto extremamente ex\u00edguo, direto, coloquial, frases curt\u00edssimas e que bebem diretamente do regionalismo pr\u00f3prio do meio em que sempre viveu: Bel\u00e9m do Par\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E essa \u00e9 uma caracter\u00edstica important\u00edssima n\u00e3o s\u00f3 em &#8220;Os \u00c9guas&#8221;, como em toda a obra de Edyr. \u00c9 ao se apropriar do que conhece t\u00e3o bem, em apostar na vida caracter\u00edstica do que o circunda que a sua literatura ganha contornos mais pr\u00f3prios e interessantes. J\u00e1 se falou de forma exaustiva que, paradoxalmente, quanto mais regional, mais mundial a arte se torna (minha aldeia \u00e9 o mundo, disse Pessoa) e o sucesso de Edyr na Fran\u00e7a, por exemplo, onde vem sendo celebrado como um dos grandes autores contempor\u00e2neos, parece confirmar isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua linguagem seca (mas n\u00e3o r\u00edgida), vem do teatro, in\u00edcio da sua carreira como escritor e que o ocupa at\u00e9 hoje (Edyr tem uma companhia de teatro em Bel\u00e9m h\u00e1 30 anos). O cen\u00e1rio s\u00e3o as ruas de Bel\u00e9m, inundadas de viol\u00eancia, corrup\u00e7\u00e3o, estupro, drogas, pedofilia, rela\u00e7\u00f5es destro\u00e7adas e figuras decadentes. O cen\u00e1rio \u00e9 Bel\u00e9m, mas poderia ser S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Paris, Los Angeles, T\u00f3quio ou S\u00e3o Mateus. Nada que n\u00e3o aconte\u00e7a desde o in\u00edcio dos tempos. A escrita, de modo surpreendente, flui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ritmo sempre fren\u00e9tico e alucinante de Edyr \u00e9 do tipo que te faz ler o livro quase num f\u00f4lego s\u00f3, parando no meio pra respirar. Sem se expor demais, no entanto, para n\u00e3o levar uma bordoada na cabe\u00e7a. Tem sexo, sem ser pueril. A putaria n\u00e3o \u00e9 estilizada ou grandiloquente, mas calcada no dia a dia, real e imediata. Edyr \u00e9 econ\u00f4mico e preciso, quando acerta ou erra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Pssica&#8221;, de 2015, bem recebido pela cr\u00edtica, \u00e9 outro que segue nessa toada. H\u00e1 um trecho disponibilizado <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/files\/uploads\/titles\/title_447\/sample.pdf\" target=\"_blank\">aqui<\/a> pela Boitempo. Radialista, jornalista e at\u00e9 redator publicit\u00e1rio, Proen\u00e7a n\u00e3o abre concess\u00f5es. O seu brutalismo \u00e9 t\u00e3o &#8220;verdadeiro&#8221; quanto uma p\u00e1gina de jornal. Assim, entre aspas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia o<a href=\"http:\/\/opiniaonaosediscute.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\"> blog do autor.\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maur\u00edcio Angelo Quando se fala em &#8220;brutalismo&#8221;, a refer\u00eancia inevit\u00e1vel no Brasil e para quem o termo foi inicialmente empregado, \u00e9 Rubem Fonseca. Mas seria o paraense Edyr Augusto Proen\u00e7a apenas mais um entre tantos que buscam emular Fonseca? 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