﻿{"id":269,"date":"2008-10-16T17:53:04","date_gmt":"2008-10-16T20:53:04","guid":{"rendered":"http:\/\/crimideia.com.br\/?p=269"},"modified":"2008-10-16T17:53:04","modified_gmt":"2008-10-16T20:53:04","slug":"cervejas-e-a-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/?p=269","title":{"rendered":"Cervejas e a Crise"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-270\" title=\"Cerveja gr\u00e1tis? \\\" src=\"http:\/\/crimideia.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/d1290free-beer-posters-233x300.jpg\" alt=\"\" width=\"233\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/d1290free-beer-posters-233x300.jpg 233w, https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/d1290free-beer-posters.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Imagem: <a href=\"http:\/\/www.allposters.com\/-sp\/Free-Beer-Posters_i1661358_.htm\" target=\"_blank\">AllPosters<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada escapa \u00e0 crise financeira. Longe da queda livre das bolsas e todo o apocalipse que anda rondando as manchetes econ\u00f4micas, muitas vezes inintelig\u00edvel para os leigos, h\u00e1 um aspecto disto tudo facilmente compreens\u00edvel: o impacto no aumento de pre\u00e7os dos bens de consumo e, entre eles, a cerveja, not\u00edcia que preocupa desde o bebum da esquina at\u00e9 o gourmet sofisticado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Crise atingir\u00e1 pre\u00e7o de cervejas  &#8211; Por Lilian Cunha, do jornal Valor Econ\u00f4mico, via <a href=\"http:\/\/www.brejas.com.br\/blog\/16-10-2008\/sobrou-pra-gente-crise-atingira-preco-de-cervejas\/\" target=\"_blank\">Brejas<\/a>.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A turbul\u00eancia financeira chega aos botecos entre novembro e fevereiro do ano que vem. \u00c9 nesse per\u00edodo que a AmBev, maior fabricante nacional, reajustar\u00e1 o pre\u00e7o das cervejas, que este ano deve ter impacto tamb\u00e9m da desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, que desde 1\u00ba de agosto acumula perdas de cerca de 50%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre todos os reflexos da crise financeira internacional, o que mais afeta as cervejarias \u00e9 a alta do d\u00f3lar, mais at\u00e9 que a restri\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito. Muitos insumos utilizados na fabrica\u00e7\u00e3o da bebida s\u00e3o importados e, portanto, cotados na moeda americana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o mais importante deles, a cevada, mat\u00e9ria-prima do malte, pode continuar com custos est\u00e1veis. Segundo o especialista em cevada e mat\u00e9rias-primas para cerveja, Euclydes Minalla, da Embrapa Passo Fundo (RS), a safra de cevada na Europa \u00e9 a maior dos \u00faltimos tempos, o que faz o valor da tonelada cair. \u201cNo fim das contas, a alta do d\u00f3lar empata com a baixa da cevada e o pre\u00e7o continua igual.\u201d Mas ele lembra que as empresas t\u00eam outros custos em d\u00f3lar que est\u00e3o subindo, como o de r\u00f3tulos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTudo isso gera uma press\u00e3o de custos, mas o maior problema das empresas, principalmente para as que se reportam \u00e0 sede no exterior, \u00e9 manter a rentabilidade\u201d, diz Adalberto Viviani, da consultoria Concept, especializada no mercado de bebidas. As matrizes, segundo ele, querem que as divis\u00f5es brasileiras entreguem o resultado prometido no in\u00edcio do ano. No entanto, a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda corr\u00f3i os valores. \u201cA sa\u00edda, ent\u00e3o, \u00e9 aumentar pre\u00e7os ou o volume de vendas.\u201d Fabio Anderaos de Ara\u00fajo, analista da Ita\u00fa Corretora, concorda. \u201cAs cervejarias est\u00e3o perdendo margem de lucro\u201d, afirma. \u201cAl\u00e9m disso, n\u00e3o se sabe como ser\u00e3o as vendas no ver\u00e3o, com a lei seca. Apesar da fiscaliza\u00e7\u00e3o parecer estar arrefecendo, ainda pode ser um risco para as vendas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso da AmBev, que se reporta \u00e0 InBev na B\u00e9lgica, diante dessa situa\u00e7\u00e3o, a sa\u00edda \u00e9 mesmo o aumento de pre\u00e7os, uma vez que a empresa det\u00e9m mais de 60% do mercado nacional, fatia dif\u00edcil de aumentar em um mercado est\u00e1vel como o de cervejas atualmente. \u201cEstamos programando um aumento para o ver\u00e3o, entre novembro e fevereiro\u201d, diz Michael Findlay, diretor de rela\u00e7\u00f5es com os investidores da AmBev. Ele nega que isso seja efeito da alta do d\u00f3lar na empresa. \u201cO impacto da desvaloriza\u00e7\u00e3o do real para n\u00f3s, no curto prazo, \u00e9 insignificante\u201d, diz ele, comentando a observa\u00e7\u00e3o feita pela analista de mercado da corretora Morningstar, Ann Gilpin. Segundo ela, AmBev tem d\u00edvidas em d\u00f3lar que somam US$ 2,3 bilh\u00f5es. \u201cTemos essa d\u00edvida mas ela est\u00e1 protegida por opera\u00e7\u00f5es de hedge a um valor que acertamos no in\u00edcio do ano. J\u00e1 sei quanto pagar. N\u00e3o h\u00e1 riscos\u201d, diz Findlay. Ele, por\u00e9m, acrescenta que o aumento previsto para o ver\u00e3o deve ter percentual equivalente \u00e0 infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo na data.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra que, segundo os analistas, deve apelar para aumentos \u00e9 Femsa, que se reporta \u00e0 sua sede no M\u00e9xico. \u201cOu ela sobe pre\u00e7os ou aumenta sua escala\u201d, diz Viviane. A empresa, entretanto, n\u00e3o comentou o assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em situa\u00e7\u00e3o melhor est\u00e3o as cervejarias nacionais, como a Schincariol e a Petr\u00f3polis, uma vez que a maioria de sua opera\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em real. \u201cTodo nosso endividamento \u00e9 preponderantemente feito em reais, utilizando linhas de cr\u00e9dito de longo prazo via BNDES\u201d, disse a empresa em comunicado oficial. Sobre a possibilidade de aumentos de pre\u00e7os ao varejo, a Schincariol informou que ainda est\u00e1 fazendo uma \u201can\u00e1lise sobre os impactos da alta do d\u00f3lar\u201d em suas atividades. Mas, segundo a companhia, \u201capesar da alta da moeda, os pre\u00e7os dos insumos est\u00e3o com tend\u00eancia de baixa.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, uma surpresa fiscal pode impactar as cervejarias tamb\u00e9m. Segundo a SLW Corretora, a mudan\u00e7a na forma de cobran\u00e7a do PIS e da Cofins para empresas de bebidas \u00e9 uma inc\u00f3gnita. \u201cN\u00e3o se sabe se a coisa vai ser boa ou ruim. E a defini\u00e7\u00e3o sobre isso deve acontecer s\u00f3 no fim do ano ou no in\u00edcio de 2009?, diz um analista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma parte da mat\u00e9ria \u00e9 importante ressaltar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTudo isso gera uma press\u00e3o de custos, mas o maior problema das empresas, principalmente para as que se reportam \u00e0 sede no exterior, \u00e9 manter a rentabilidade\u201d, diz Adalberto Viviani, da consultoria Concept, especializada no mercado de bebidas. As matrizes, segundo ele, querem que as divis\u00f5es brasileiras entreguem o resultado prometido no in\u00edcio do ano. No entanto, a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda corr\u00f3i os valores.&#8221;<\/p>\n<p>Traduzindo: n\u00e3o importa o que aconte\u00e7a, manter a margem de lucro \u00e9 fundamental. Se a economia entra na pior crise desde 1929, o d\u00f3lar dispara, a Lei Seca entra em vigor, o Brasil explode ou o que diabo for, a \u00faltima coisa admiss\u00edvel \u00e9 lucrar menos que no ano anterior: &#8220;manter a rentabilidade&#8230;entregar o resultado prometido no in\u00edcio do ano&#8221;.<\/p>\n<p>A Inbev, que teve lucro l\u00edquido de 3,31 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2007 (e aumentou suas vendas na Am\u00e9rica Latina em 9%), n\u00e3o pode fechar 2008 com um valor abaixo do prometido.<\/p>\n<p>Quem paga a conta, no fundo, \u00e9 sempre o consumidor. Vamos supor que a empresa tivesse uma queda recorde de renda, e fechasse o ano com 2 bilh\u00f5es&#8230;ainda assim seriam 2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em verdinhas livres, para pagar os altos executivos, re-investir na pr\u00f3pria empresa, etc. Seja as grandes companhias ou as de produ\u00e7\u00e3o artesanal e at\u00e9 os home-brewer, pode preparar o bolso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se n\u00e3o bastasse, pesquisas d\u00e3o conta de que o pre\u00e7o do p\u00e3o l\u00edquido ir\u00e1 subir absurdamente nos pr\u00f3ximos anos devido ao aquecimento global, <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/dinheiro\/ult91u390002.shtml\" target=\"_blank\">segundo mat\u00e9ria da Folha<\/a>.<\/p>\n<p>No ver\u00e3o, a alternativa deve ser a Nova Schin (blergh!) e Itaipava (esta uma das melhores dentre as pilsen das macrocervejarias locais). E as duas, diga-se, atoladas at\u00e9 o pesco\u00e7o na m\u00e1fia, esquemas de corrup\u00e7\u00e3o, sonega\u00e7\u00e3o, crimes&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como diz um amigo, n\u00e3o d\u00e1 nem pra tomar uma cerveja sossegado nesse pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem: AllPosters Nada escapa \u00e0 crise financeira. 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