﻿{"id":797,"date":"2010-05-31T23:29:02","date_gmt":"2010-06-01T01:29:02","guid":{"rendered":"http:\/\/crimideia.com.br\/blog\/?p=797"},"modified":"2010-06-01T10:28:59","modified_gmt":"2010-06-01T12:28:59","slug":"a-ressaca-do-mundo-no-vermelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/?p=797","title":{"rendered":"A ressaca do mundo no vermelho"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_799\" style=\"width: 470px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-799\" class=\"size-full wp-image-799\" src=\"http:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/grecia1.jpg\" alt=\"Protestos na Gr\u00e9cia durante a terceira greve geral dos \u00faltimos meses. Noriel Roubini &quot;\u00e9 s\u00f3 a ponta o iceberg&quot;\" width=\"460\" height=\"310\" srcset=\"https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/grecia1.jpg 460w, https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/grecia1-300x202.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><p id=\"caption-attachment-799\" class=\"wp-caption-text\">Protestos na Gr\u00e9cia durante a terceira greve geral dos \u00faltimos meses. Nouriel Roubini &quot;\u00e9 s\u00f3 a ponta do iceberg&quot;<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">No auge da crise econ\u00f4mica mundial de 2008, <a href=\"http:\/\/revistamovinup.com\/2008\/09\/28\/requiem-para-um-pesadelo\/\" target=\"_blank\">escrevi este artigo<\/a>. O nome, sugestivo: &#8220;Requiem Para Um Pesadelo&#8221;. Nele, me debru\u00e7ava sobre os recentes acontecimentos, os precedentes, o que significava e quais seriam as poss\u00edveis implica\u00e7\u00f5es a partir dali. <strong>Cito porque este texto anterior \u00e9 fundamental para a compreens\u00e3o deste<\/strong>. Afinal, a crise atual da qual a Gr\u00e9cia \u00e9 o primeiro sintoma vis\u00edvel, \u00e9 fruto direto das trapalhadas p\u00f3s setembro de 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A explos\u00e3o do endividamento do setor privado, menos de 2 anos atr\u00e1s, foi &#8220;remediado&#8221; com toneladas de dinheiro p\u00fablico, despejados por quase todos os governos, comprando as empresas falidas e apostando numa solu\u00e7\u00e3o &#8220;simples&#8221; para salvar a economia. <strong>Diz o clich\u00ea que reconhecer a doen\u00e7a \u00e9 o primeiro passo para se recuperar dela. N\u00e3o foi exatamente o que aconteceu. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegou a hora, novamente, da incompet\u00eancia cobrar seu pre\u00e7o. Literalmente. Quem avisa n\u00e3o s\u00e3o &#8220;comunistas lun\u00e1ticos&#8221; ou profetas do apocalipse loucos para ver o mundo implodir. \u00c9 menos ideologia e mais realidade. A atual edi\u00e7\u00e3o da revista Exame (<a href=\"http:\/\/portalexame.abril.com.br\/revista\/exame\/s\/sumario0969.html\" target=\"_blank\">n\u00famero 969, 02\/06\/2010, ano 44<\/a>), traz na capa a mat\u00e9ria &#8220;O mundo no vermelho&#8221;, de Tiago Lethbridge. Fundamental para entender o que est\u00e1 acontecendo e de uma fonte longe de suspeitas de &#8220;inclina\u00e7\u00f5es esquerdistas&#8221;. O argumento mais f\u00e1cil dos ac\u00e9falos para descartar alguma an\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ironia das ironias e nova trag\u00e9dia anunciada: ao garantir a sobrevida dos preciosos bancos, seguradoras e demais institui\u00e7\u00f5es financeiras privadas com a farra irrestrita do dinheiro p\u00fablico, os governos &#8211; advinhe! &#8211; colocaram seus pa\u00edses em d\u00edvidas astron\u00f4micas. Pequeno exemplo de como o desespero \u00e9 capaz de destruir a intelig\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A rela\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida p\u00fablica dos pa\u00edses ricos e seu produto interno bruto, na m\u00e9dia, subiu de 73% em 2007 para 103% na previs\u00e3o para 2011<\/strong>. S\u00e3o recordes hist\u00f3ricos e indesej\u00e1veis: no Jap\u00e3o bate nos 214,3 %, 147,6% no L\u00edbano, 125,6% na Gr\u00e9cia, 117,7% na It\u00e1lia, 116,3% na Irlanda, 111,3% na Isl\u00e2ndia, 100,9% na B\u00e9lgica, 87,5% nos Estados Unidos. Nos emergentes, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 menos pior mas n\u00e3o confort\u00e1vel: 81,2% na \u00cdndia, 70,2% no Brasil e 66% na Argentina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que isto significa? Que o alto endividamento coloca estes pa\u00edses em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica para tentar qualquer a\u00e7\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica nos pr\u00f3ximos anos, dificultando brutalmente o crescimento interno e espalhando terror no mercado financeiro. <strong>Terror este antes restrito apenas aos pa\u00edses m\u00e9dios que, curiosamente, agora s\u00e3o considerados mais seguros para se investir<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo estudo do Citigroup, que analisou a hist\u00f3ria das finan\u00e7as mundiais da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial at\u00e9 os dias de hoje, citado na reportagem da Exame, <strong>nunca, excetuando-se per\u00edodos de Guerras Mundiais, deveu-se tanto<\/strong>. E nunca a d\u00edvida global cresceu de forma t\u00e3o descontrolada. O medo de um calote soberano &#8211; dado por um pa\u00eds que simplesmente resolve n\u00e3o pagar sua d\u00edvida &#8211; \u00e9 imenso. S\u00f3 que desta vez esta amea\u00e7a parte das na\u00e7\u00f5es ricas. A situa\u00e7\u00e3o fiscal dos EUA \u00e9 a pior desde a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A zona do euro arde em conflitos e numa crise profunda e end\u00eamica. A moeda j\u00e1 se desvalorizou 15% em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar em 2010. A rela\u00e7\u00e3o truncada entre seus participantes, que sempre foi tensa, piora a cada dia e o euro j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais visto como uma moeda s\u00f3lida capaz de representar um porto seguro para o capitalismo financeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tentativa de evitar os calotes soberanos generalizados, <strong>o FMI e a Uni\u00e3o Europeia anunciaram o maior plano de resgate da hist\u00f3ria<\/strong>, com 1 trilh\u00e3o de d\u00f3lares para os pa\u00edses mais problem\u00e1ticos da zona do Euro. Parece que nunca aprendem a li\u00e7\u00e3o. A instabilidade no mercado \u00e9 gritante: ningu\u00e9m sabe o que vir\u00e1. Ningu\u00e9m tem uma solu\u00e7\u00e3o simples. O que foi tentado antes fracassou, a situa\u00e7\u00e3o piorou e restam poucas alternativas para um \u00faltimo suspiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como isto impacta no Brasil? Somente em maio as empresas brasileiras perderam 200 milh\u00f5es de reais na bolsa. Para al\u00e9m disso, tudo indica que o &#8220;crescimento chin\u00eas&#8221; visto no primeiro semestre desse ano n\u00e3o seguir\u00e1. A alta depend\u00eancia das commodities (<strong>em 2000 os produtos industrializados representavam 59% das exporta\u00e7\u00f5es, caindo para 44% atualmente, n\u00edveis de 1980<\/strong>) \u00e9 um ponto fr\u00e1gil para o Brasil, mal que o governo n\u00e3o conseguiu melhorar. Numa economia altamente interligada, parece \u00f3bvio que a fal\u00eancia de outros pa\u00edses, especialmente os ricos, tem impacto direto nos planos de crescimento dos emergentes. Nas exporta\u00e7\u00f5es, nos ind\u00edces diversos que regem a economia e, por extens\u00e3o, no mercado interno. A Europa representa 22% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ningu\u00e9m sai ileso. A incompet\u00eancia cont\u00ednua respinga em todos. Para a Europa n\u00e3o resta solu\u00e7\u00e3o: reajustes fiscais, arrocho salarial, corte de benef\u00edcios, renegocia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida (como se fosse poss\u00edvel). Cortar parte dos direitos trabalhistas historicamente acumulados \u00e0 custa de muita coisa. Medidas naturalmente impopulares que causam rea\u00e7\u00f5es extremas como as vistas na Gr\u00e9cia e j\u00e1 vistas largamente na Fran\u00e7a (ou algu\u00e9m se esqueceu dos in\u00fameros conflitos advindos disso ocorridos no pa\u00eds nos \u00faltimos 5 anos?). Mobiliza\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de pessoas, greves gerais. V\u00e1rios pa\u00edses europeus j\u00e1 anunciaram corte de custos nos \u00faltimos tempos, o que configura o <strong>maior reajuste fiscal da hist\u00f3ria<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Novamente se afundando em suas pr\u00f3prias engrenagens, fica cada vez mais dif\u00edcil para o capitalismo superar o que seria &#8220;apenas uma de suas crises c\u00edclicas&#8221;. <strong>O rombo nos Estados Unidos supera 1 trilh\u00e3o de d\u00f3lares de 2008 pra c\u00e1. S\u00f3 na Espanha, a taxa de desemprego supera os 20%.<\/strong> As &#8220;solu\u00e7\u00f5es&#8221; cada vez mais raras for\u00e7am medidas como o aumento do tempo de servi\u00e7o para aposentadoria. Crise generalizada, endividamento recorde, envelhecimento significativo da popula\u00e7\u00e3o, d\u00e9ficit brutal das contas p\u00fablicas. Gr\u00e9cia, Reino Unido e Espanha j\u00e1 anunciaram a eleva\u00e7\u00e3o da idade m\u00ednima para aposentadoria. Parece n\u00e3o haver outro caminho para Fran\u00e7a (que j\u00e1 tentou isto e o resultado foi uma das maiores mobiliza\u00e7\u00f5es sociais da sua hist\u00f3ria), Espanha e cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nos pr\u00f3ximos dez anos, a previs\u00e3o \u00e9 de que os juros responder\u00e3o por 20% do or\u00e7amento dos EUA e o d\u00e9ficit fiscal alcance os 9 trilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/strong> A China (e boa parte da \u00c1sia), tida como a &#8220;nova fronteira&#8221;, terra onde o crescimento \u00e9 &#8220;geral e irrestrito&#8221;, para onde dezenas de empresas dos EUA e Europa migraram em busca de m\u00e3o de obra barata (escrava), incentivos mil e custo reduzido, gera <a href=\"http:\/\/www.gizmodo.com.br\/conteudo\/relatos-de-um-infiltrado-no-inferno-fabrica-da-foxconn\" target=\"_blank\">aberra\u00e7\u00f5es como o caso da Foxconn<\/a>. Apenas um exemplo de uma realidade pouco discutida. \u00c9 esta a salva\u00e7\u00e3o do capitalismo? \u00c9 disso que o mundo depende para continuar com seu padr\u00e3o de vida atual? Tentar igualar o &#8220;estilo de vida&#8221; dos ricos, origem direta de muito do nosso mal, e n\u00e3o <strong>transformar <\/strong>o padr\u00e3o \u00e9 um erro crasso dos emergentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Crescimento&#8221; a todo custo e como sin\u00f4nimo de &#8220;evolu\u00e7\u00e3o&#8221; e melhora <a href=\"http:\/\/crimideia.com.br\/blog\/?p=518\" target=\"_blank\">n\u00e3o parece mais ser uma alternativa (e uma mentalidade) aceit\u00e1vel<\/a>. Nouriel Roubini, economista que atingiu &#8220;auge de popularidade&#8221; em 2008, por ter previsto a crise, d\u00e1 um panorama concreto: <em>&#8220;dinheiro n\u00e3o \u00e9 o bastante para resolver o problema europeu. Os pa\u00edses est\u00e3o endividados demais. A solu\u00e7\u00e3o proposta no pacote \u00e9 lev\u00e1-los a um longo per\u00edodo de cortes draconianos e recess\u00e3o. A Gr\u00e9cia sair\u00e1 dessa temporada com uma d\u00edvida muito maior. Os problemas s\u00e3o muito s\u00e9rios e resolv\u00ea-los da maneira proposta pela Uni\u00e3o Europ\u00e9ia me parece ser uma miss\u00e3o imposs\u00edvel, al\u00e9m de politicamente invi\u00e1vel.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a repeti\u00e7\u00e3o dos erros anteriores e a multiplica\u00e7\u00e3o dos governos insolventes, pergunta ele: quem vai resgatar a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e o FMI? Roubini resume o cen\u00e1rio: <em>&#8220;os pa\u00edses encrencados tem tr\u00eas op\u00e7\u00f5es: dar um calote, ligar suas gr\u00e1ficas e imprimir dinheiro e\/ou cortar gastos, aumentando os impostos e colocar a casa em ordem. <strong>Mas os pol\u00edticos &#8211; principalmente os estadunidenses &#8211; parecem n\u00e3o reconhecer o problema. \u00c9 preciso ir muito al\u00e9m disso&#8221;<\/strong>. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No jogo de empurra-empurra, cabra-cega e solu\u00e7\u00f5es paliativas todos saem perdendo. Por fim, Roubini n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o pessimista sobre pa\u00edses emergentes como o Brasil, mas sinaliza que a crise ter\u00e1 efeito inevit\u00e1vel e que os pr\u00f3ximos anos precisar\u00e3o vir acompanhados de reformas estruturais e tribut\u00e1rias s\u00e9rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se v\u00ea, <a href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/noticias\/2010\/05\/100505_gracia_greve_banco_tp.shtml\" target=\"_blank\">a Gr\u00e9cia soa realmente como apenas o primeiro sintoma cr\u00edtico<\/a>. A s\u00e9rie de incr\u00edveis trapalhadas dos \u00faltimos anos n\u00e3o t\u00eam fim. Insistindo em propostas caducas, evasivas e natimortas, que apenas pioram a situa\u00e7\u00e3o a longo prazo, os governos criam uma bolha dentro da bolha, explodindo numa infec\u00e7\u00e3o grave de cura extremamente complicada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem achou que as coisas j\u00e1 estavam superadas, vale a mesma frase de Peer Streinbueck, ministro das finan\u00e7as da Alemanha, em 2008:\u00a0<em>\u201ctodos os que enxergavam uma luz no fim do t\u00fanel agora se d\u00e3o conta de que essa luz \u00e9 uma locomotiva que est\u00e1 indo em sua dire\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O resultado da socializa\u00e7\u00e3o da desgra\u00e7a e dos preju\u00edzos do setor privado est\u00e3o claros.<\/strong> Continuam a fazer as mesmas coisas in\u00f3cuas de antes. O &#8220;crescimento&#8221; de alguns se d\u00e1 em meio ao caos completo de outros e da instabilidade generalizada. Qual ser\u00e1 o pr\u00f3ximo passo?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No auge da crise econ\u00f4mica mundial de 2008, escrevi este artigo. O nome, sugestivo: &#8220;Requiem Para Um Pesadelo&#8221;. Nele, me debru\u00e7ava sobre os recentes acontecimentos, os precedentes, o que significava e quais seriam as poss\u00edveis implica\u00e7\u00f5es a partir dali. Cito porque este texto anterior \u00e9 fundamental para a compreens\u00e3o deste. 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