﻿{"id":846,"date":"2010-07-09T18:18:51","date_gmt":"2010-07-09T20:18:51","guid":{"rendered":"http:\/\/crimideia.com.br\/blog\/?p=846"},"modified":"2010-07-26T15:51:46","modified_gmt":"2010-07-26T17:51:46","slug":"hora-do-show","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/?p=846","title":{"rendered":"Hora do show?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-847\" title=\"Edson Moreira: o show n\u00e3o pode parar\" src=\"http:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/08_mhg_rio_coletiva.jpg\" alt=\"Edson Moreira: o show n\u00e3o pode parar\" width=\"576\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/08_mhg_rio_coletiva.jpg 720w, https:\/\/crimideia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/08_mhg_rio_coletiva-300x191.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comentei sobre o lado humano e &#8220;esportivo&#8221; do caso Bruno l\u00e1 no Ol\u00edmpico, neste texto <a href=\"http:\/\/crimideia.com.br\/olimpico\/2010\/07\/bruno-incompreensivel\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>. H\u00e1 outro, inevit\u00e1vel. \u00c9 regra que a imprensa eleja seus fetiches e proporcione &#8220;coberturas&#8221; absurdamente massivas 24 horas sobre qualquer coisa que se transforma numa &#8220;trag\u00e9dia nacional&#8221; e tenha potencial para audi\u00eancia. Sempre foi assim. Sempre ser\u00e1. Na \u00e9poca do caso Isabela Nardoni, falei sobre isso <a href=\"http:\/\/crimideia.com.br\/blog\/?p=97\" target=\"_blank\">aqui<\/a>. Vale para o momento atual. Se encaixa para a maioria de situa\u00e7\u00f5es assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fora o papel\u00e3o habitual da imprensa, h\u00e1 sempre um ou outro &#8220;personagem&#8221; que, claro, aproveita os holofotes para ter suas (muitas) horas de fama. O delegado Edson Moreira, no entanto, ultrapassa bastante essa m\u00e9dia. Piorado por ser algo que interfere diretamente nas investiga\u00e7\u00f5es e por consequencia no resultado final do processo. Algu\u00e9m de import\u00e2ncia t\u00e3o grande no caso, que define os rumos a serem dados, n\u00e3o poderia nunca ter o tipo de comportamento que Edson Moreira tem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entrevistas coletivas todos os dias. V\u00e1rias vezes, se necess\u00e1rio. Entrevistas &#8220;exclusivas&#8221; para programas espec\u00edficos, como o Brasil Urgente, de Datena. Qualquer ind\u00edcio novo: entrevista. Qualquer coisa que possa causar frisson e ser complicada ao m\u00e1ximo, ele faz. Qual explica\u00e7\u00e3o para levar um comboio de carros com Bruno e Macarr\u00e3o a atravessar Belo Horizonte para fazerem um exame de DNA que poderia ser feito onde estavam e que no fim ainda foi &#8211; por direito- negado pelos dois?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edson Moreira tem necessidade gritante de aten\u00e7\u00e3o. De causar &#8220;espet\u00e1culo&#8221;. De extrair cada gota da cobertura da imprensa. Al\u00e9m disso: &#8220;interpreta&#8221; os depoimentos que recebe, numa clara &#8220;atua\u00e7\u00e3o&#8221;, pretensiosamente dram\u00e1tica. E &#8220;atua&#8221; como se fossem fatos o que s\u00e3o apenas vers\u00f5es. Ali\u00e1s, h\u00e1 que se lembrar em que momento da hist\u00f3ria vers\u00f5es e ind\u00edcios preliminares, n\u00e3o comprovados e duvidosos tornaram-se fatos incontest\u00e1veis, suficientes para condenar algu\u00e9m e resolver a investiga\u00e7\u00e3o com rapidez assustadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as regras profissionais, \u00e9ticas, do bom-senso, da raz\u00e3o, do aceit\u00e1vel, do respeito, da lisura, da independ\u00eancia e da compet\u00eancia s\u00e3o quebradas. Lastim\u00e1vel n\u00e3o apenas pelo citado aqui, mas porque este comportamento inaceit\u00e1vel atinge diretamente a capacidade de apura\u00e7\u00e3o e levantamento dos dados e o julgamento final. Para todos os lados. &#8220;Vergonha&#8221; \u00e9 um termo insuficiente para definir um descalabro desses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/observatoriodaimprensa.com.br\/artigos.asp?cod=599JDB004\" target=\"_blank\">M\u00eddia legitima vers\u00e3o policial como \u00fanica e verdadeira<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/novoemfolha.folha.blog.uol.com.br\/arch2010-07-18_2010-07-24.html#2010_07-22_18_22_21-11540919-0\" target=\"_blank\">E se Bruno for inocente?<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.ricaperrone.com.br\/2010\/07\/nem-novela-mexicana\/\" target=\"_blank\">Nem novela mexicana&#8230;<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.istoe.com.br\/reportagens\/90273_A+POLICIA+QUE+NADA+PROVA\" target=\"_blank\">Isto\u00e9: A pol\u00edcia que nada prova<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comentei sobre o lado humano e &#8220;esportivo&#8221; do caso Bruno l\u00e1 no Ol\u00edmpico, neste texto aqui. 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